
Belo postal em sépia já centenário, senhoras a lavarem roupa no Ribelas, nesta época, as máquinas de lavar e os detergentes ainda faziam parte dos filmes de ficção científica, água sabão e uma pedra em forma de rampa que servia de lavdouro, eram as ferramentas de trabalho desta bem árdua tarefa. Esta imagem foi captada junto à atual Rua Joaquim José Delgado.

Bilhete postal editado pela Casa Flôr [sic] do Tâmega, de António Alves, Chaves.
Um imagem do Jardim do Bacalhau já sem a tradicional área triangular que lhe dera o nome, mas ainda com parte da muralha seiscentista ao fundo.
Ao centro, o inqualificável edifício do Posto de Turismo que, segundo se anunciou há já alguns meses, irá agora ser requalificado.
Requalificado? Se uma cidade que continuamente proclama a sua intenção de candidatura a património mundial se permite demolir edifícios como o do arquitecto Eugénio Correia (1897-1985), na Rua 1.º de Dezembro, por que razão não se permitirá demolir, pura e simplesmente, este "notável marco arquitectónico"?

Esta equipa do Desportivo de Chaves disputava nesta época o Nacional da III Divisão Série A, era um candidato à subida, mas no final da época quedou-se num modesto 6º lugar, por isso, ainda se tería que esperar mais dois (2) anos, 1972-73, para alcançar a tão desejada subida à "segundona". A época foi iniciada com José Fabian no comando técnico, mas volvidas poucas jornadas foi substituido por Frederico Passos. Vamos à habitual indentificação dos craques: em cima, esq./drt: Pinho (g.r.), ?, Albino, Eduardo "Agrela", Adão, Joca, Amândio, Branco, Melo e Soares dos Reis(g.r.), em baixo: Zé Fernanda (?), Paulo Nogueira, Lisboa, Serginho, Leal, Rendeiro, Dário e Helder.
Foto gentilmente cedida por Eduardo Azevedo, "Agrela".

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A foto de hoje é uma relíquia, um tesouro, que faz muita da história do Século XX da cidade de Chaves e do ensino nesta cidade.
Trata-se de uma foto com o corpo docente da Escola Técnica ou Escola Industrial e Comercial de Chaves do ano de 1920. Hoje a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.
Dr. Júlio Martins que actualmente dá nome à escola e que, também está nesta foto, ocupando o lugar central.
Como as pessoas retratadas, pela certa, já não serão da recordação da maioria dos visitantes deste blog e por se tratar de pessoas ilustres que em muito contribuíram para o ensino e história da cidade de Chaves, hoje, contrariamente ao que é habitual, deixamos os nomes dos retratados, assim:
De pé:
José de Vasconcelos Matias; António Manuel Paula; João Delgado; Nicolau Mesquita; Granjo e Vicente Costa (Mestre e autor da estrutura do telhado do Faustino).
Sentados:
(…?...); Sindulfo Carneiro; Júlio Martins; António Cachapuz e José Joaquim Videira.
(Foto gentilmente cedida por um familiar de um dos retratados)

Uma invulgar imagem capatada quando se procedia à demolição do já então defunto Mercado Municipal, e estava-se a preparar uma das mais bárbaras agressões à cidade de Chaves. Na realidade, e em particular nos dias de feira, o trânsito automóvel aqui á volta da "Praça" tornava-se caótico, isto já há mais de vinte (20) anos, imagine-se nos dias de hoje como sería. Como todos nós sabemos, foram aqui construidos uns horrorosos mamarrachos, assim como a vizinha Quinta dos Machados, um enorme espaço verde que foi totalmente arrasado, o então executivo camarário revelou-se uma autêntica arma de destruição maciça.
Autor da foto: João Araujo da FOTOPRIMAVERA.

Parque infantil das Termas, construído na década de 1980 e entretanto demolido. Bilhete postal editado pela Casa Flôr [sic] do Tâmega, de António Alves, Chaves.
Este parque é um paradigma da implementação dos conceitos Pós-Modernistas em Chaves, movimento que na região teve como intérpretes principais os arquitectos Egas Vieira (n. 1962), Graça Dias (n. 1953) e Júlio Grilo (n. 1953). Tal como este último arquitecto evocou os arcos da Ponte Romana e um dos seus padrões no edifício que ainda hoje se encontra a jusante do monumento, também o núcleo central deste parque efectuava uma desconstrução dos arcos da ponte para a construção do espaço lúdico.
Chaves, aliás, não apresenta qualquer conjunto arquitectónico suficientemente importante e homogéneo em outro estilo que não seja o Pós-Modernismo. Com as excepções pontuais, como é óbvio, das obras de Nadir Afonso (n. 1920) e da futura sede da Fundação Nadir Afonso, da autoria de Siza Vieira (n. 1933), se algum dia se fizer um roteiro arquitectónico urbano, verificar-se-á que as obras destes três arquitectos, desenvolvidas ao longo dos últimos trinta anos, terão sido aquelas que contribuíram para colocar a cidade nos registos da arquitectura portuguesa.


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Não faço a mínima ideia de quem são os artistas, pois isto é gente da arte e, pelos ares, parece ser gente da música, ou talvez não…talvez estudantes, talvez do teatro, talvez um grupo em digressão, (?).Gostei da pose dos artistas e certo é que a foto estava no arquivo do blog Chaves Antiga , portanto é gente da terra…
Só para conhecimento.
Sem qualquer segunda intenção, nem sequer provocação. Apenas o constatar de uma realidade, que suponho, ser ainda válida:
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Excursão dos alunos do Liceu de Chaves a Braga/Póvoa de Varzim em finais dos anos 70. Estes “putos” andam hoje a rondar os 50 anos de idade e, pelo menos 4, são ainda residentes (ou resistentes) em Chaves.
A foto foi tomada na Póvoa de Varzim.

Folheto promocional da quase centenária Fotografia Alves, uma casa que durante décadas registou diversos aspectos da vila e da cidade de Chaves, bem como de muitas outras localidades do Alto Tâmega.
O acervo fotográfico que o seu fundador reuniu entre as décadas de 1920 e 1950 constitui um património precioso, único e insubstituível, que deveria merecer a maior atenção de quem se interessa pela memória documental e pela identidade transmontana.

Chaves sempre teve tradição em bandas e conjuntos musicais. Desde o jazz, ao pop, ao Rock, ou um bocadinho de tudo. Bandas geralmente associadas ao jovens flavienses, mas não só, foram fazendo a delícia musical da cidade ao longo dos anos. Prova disso, são algumas fotos que, em boa hora, foram feitas para fazer um pouco da história musical da cidade.
Os Glooks foram um desses agrupamentos musicais que a julgar pela pose na fotografia, pela certa, teriam feito a delícia de qualquer capa de vinil.
Fica a foto dos glooks e também, de fundo, os belos tempos do Jardim do Tabolado em todo o seu esplendor.
Foto gentilmente cedida por Silvano Roque

Com alguma frequência que o tema jardins é abordado aqui no "ChavesAntiga", umas vezes, infelizmente, pelas piores razões, devido às infelizes intervenções de quem tem gerido os destinos da velha urbe flaviense. Hoje vamos falar-vos do Jardim da Maria Rita que foi o primeiro jardim público que existiu em Chaves, foi construido ainda na década de 80 do século XIX, e era de pequenas dimenções e terá existido até à década de 1930 dando lugar ao edifício da "Creche" e das primitivas instalações do Jardim-Escola João de Deus (1936?). Com a construção do Jardim Público na primeira década do século XX, foi gradualmente sendo preterido pelos flavienses.

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Decorria o ano de 1962 e o frio de Março não apagava o calor dos “rivais” de sempre, Liceu/Escola. As testemunhas cercavam o campo de “batalha” onde os “rivais” iriam medir forças. Tempo para uma pose breve, mas eterna. Nela já se desenhavam os olhares fixos e distantes de quem um dia viria a comandar verdadeiras “batalhas” da bola, de quem um dia viria a tratar da saúde de todos, de quem (como sempre) via as coisas mais de alto…enfim, entre outros olhares desenhados que desconhecemos, pois por esta altura, os autores deste blog, ainda há pouco tinham aprendido a dar os primeiros passos, mas por aí, pela certa, haverá quem se lembre de todos estes craques da bola.
Foto gentilmente cedida por Silvano Roque

Muitas vezes já se referiu aqui a tradição que o Liceu de Chaves tinha no voleibol, mas quase sempre, essa tradição, é associada às equipas masculinas, no entanto, o voleibol do Liceu não era só coisa dos rapazes…
Também ao longo dos tempos, as raparigas do Liceu, seguiam e bem a tradição do voleibol.
As fotos de hoje são da equipa feminina de voleibol do Liceu no ano lectivo de 1962/63, momentos antes de defrontarem a equipa feminina do Liceu de Vila Real. Desconheço o resultado, mas pela certa o Liceu de Chaves ganhou.
Quanto às meninas da foto, talvez aí desse lado alguém as reconheça!
Fotos gentilmente cedidas por Rui Queirós

O Terreiro de Cavalaría, popular e eternamente batizado de "Jardim do Bacalhau" tambem é daqueles locais do Centro Histórico que já conhceu várias transformações, sendo a última delas, na década de 1980, parcialmente desastrosa. Dizemos parcialmente, não para sermos simpáticos, mas porque na realidade a dita intervenção, que consistiu na demolição do edifício que se vê à esquerda, o que resultou na ampliação do Jardim, mas como não há rosa sem espinhos, ou bela sem senão, demoliu-se a aquela bela pergula que se vê em primeiro plano, no Verão, a trepadeira que a cobria, dava sombra muito densa e fresca que naqueles dias tórridos fazia as delícias de muita gente, em especial de idosos, acontece que foi pura e simplesmente deitada abaixo............QUO VÁDIS AQUAE FLAVIE?
Este belo postal foi gentilmente cedido por Júlio Silva do Blogue " Meu Vidago ".
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