Ao observar este belo postal antigo (1) há um aspecto que salta à vista, a ausência do pelourinho…!
A indagação sobre o seu paradeiro levou-nos às primeiras décadas do século passado, aos tempos da 1ª República, quando foi transportado de um quintal na Madalena para o Largo de Camões e montado em frente da Câmara Municipal.
Fotografias originais desse tempo não existem, apenas se conhecem quatro imagens que retratam a localização do pelourinho nesta época. Uma delas foi editada em postal ilustrado (2):
As outras desconhecemos se chegaram a ser editadas, duas delas encontram-se na obra que apresentamos a seguir:
" FACTOS E NOTÍCIAS (3)
Guia de Chaves
Com o louvável intuito de concorrer para os fundos da Liga Flaviense de Instrução e Beneficência e de chamar a atenção dos turistes para as belezas e recursos de Chaves e seus arredores, publicou o sr. Manuel Rodrigues um curioso e elegante guia, que, além da importante dose de informações, se torna recomendável pelo grande numero de dados históricos que fornece ao visitante desta região. Para nós, o simples facto do nosso bom amigo pôr de parte o seu interesse pessoal e dedicar o seu trabalho à obra da Liga, leva-nos a aplaudir sem restrições a sua ideia, se bem que nos pôe em situação de não podermos analisar insuspeitamente o seu livro. O Flaviense acha-se de tal forma integrado e empenhado no futuro dessa nobre instituição, que tudo quanto para bem dela
se fizer merece o seu imediato aplauso. Quer-nos porém parecer que, sendo, como diz o seu autor, sem pretensões literárias e susceptível de futuras edições que o aumentem e tornem mais copioso em informações sobre as industrias locais, (sobretudo no que trata de esboços de industria existentes nas aldeias das vizinhanças de Chaves e que encerram um carácter puramente nosso), sobre a arte quasi primitiva da região, sobre as ruinas existentes que evocam os tempos da época romana, etc., o livro é digno de ser acolhido como uma bela tentativa. Trabalhos desta natureza são difíceis de organizar. O que tem propriamente valor é a iniciativa de quem pela primeira vez os lança a público. O guia álbum é um livro que servirá de baze a uma futura obra em que surjam todas as belezas, riquezas, tradições e usos desta boa terra, até agora quasi ignorada. Felicitamos o sr. Rodrigues pela sua iniciativa de homem de bem e de verdadeiro flaviense, que acima de tudo põe o culto da sua terra."
É este livrinho que hoje vos apresentamos, volvidos que são 97 anos sobre a data da sua publicação. Profusamente ilustrado com imagens, através das suas páginas somos levados numa viagem ao tempo da Chaves de princípios do século passado, constituindo uma monografia de elevado valor informativo sobre aquela época.
Sobre o autor:
Manuel António Rodrigues foi um denodado republicano, teve um papel activo no 31 de Janeiro de 1891 (revolta republicana do Porto), integrando o comité flaviense, em virtude do que chegou a estar preso, e uma forte intervenção política nos primeiros anos da república em Chaves.
Os membros do “Comité Revolucionário de Chaves” em 1912 (4)
Integrou a Comissão Administrativa do Concelho de Chaves logo a seguir à proclamação da República, e fez parte do Batalhão Patriótico para a Defesa da República (5). Participou nos confrontos durante as incursões de Paiva Couceiro em 1911-12 e em particular no 8 de Julho de 1912. Mais tarde integrou a comissão política do Partido Evolucionista do dr. António Granjo (6) e foi vogal da Câmara Municipal.
Exerceu a sua actividade profissional como importador de automóveis americanos e agente da marca belga “Minerva Motors”, era também proprietário da Serralharia Rodrigues, no entroncamento da Madalena, oficinas onde foram executados os gradeamentos e portões do Jardim Público e do coreto, entre outras obras espalhadas pela cidade e mandadas erigir pela edilidade.
Foi um dos mais activos membros da "Liga Flaviense de Instrução e Beneficiência" , a qual, entre outras actividades beneméritas, manteve uma Escola Primária, nocturna e gratuita, sob a direcção do professor João Delgado, integrada na Liga Popular Contra o Analfabetismo e subsidiada em 80$00 pelo Ministério da Instrução Pública (7). Era frequentada por adultos e jovens trabalhadores de ambos os sexos.
Sobre a obra:
B.N.P. Torre do Tombo
Cota H.G. 15446//6 P.
TÍTULO : Guia-album de Chaves e seu conselho (sic)
AUTOR(ES): Rodrigues, Manuel António, ca 18- -
PUBLICAÇÃO: Porto : [s.n.], 1915 : -- Tip. Progresso)
DESCR. FÍSICA: 66 p. : il. ; 19x27 cm
Colecção: Fundo Geral Monografias
Estado: Mau estado, acesso restrito sob autorização
Notas:
(1) Primeiro número de uma coleção de postais editados em data incerta pela “Sociedade de Defeza e Propaganda de Chaves”, com fotografias da autoria de Alberto Alves. Conhecidos como “série azul”, foram impressos em Paris pela firma “Levy et Neurdain”, num belo tom de azul da prússia. Muito apreciados pelos coleccionadores.
(2) Editado pela casa Gomes & Rei, em data incerta, com cliché de Alberto Alves, impresso em Lyon nas “Oficines Lumiére”.
(3) Jornal “O Flaviense”, Chaves, 18 de Junho de 1916.
(4) Fotografia de Joshua Benoliel, Arquivo Empresa Pública Jornal O Século-Serviço de Fotografia, DGARQ Torre do Tombo, Lisboa.
(5) Jornal “O Semanário”, Chaves, 11 Outubro de 1910, editorial "A proclamação da República em Chaves".
(6) Jornal “O Flaviense”, Chaves, 4 de Julho de 1915, artigo "8 de Julho", António Granjo.
(7) Decreto-Lei 1065, de 31 Outubro de 1914.
Bibliografia:
“A República em Chaves”, Júlio M. Machado, 1998
“A República no Distrito de Vila Real (1873-1933)”, Joaquim Aires, 2010
As queixas dos comandos militares e o quase inexistente acesso da população aos serviços médicos fizeram despoletar “a necessidade de criar escolas médicas da arte de curar”, na antiga vila de Chaves. (1)
Existia já um Hospital Militar ou Real, anexo ao Quartel de S. Roque. Este quartel foi construído na altura da guerra da Restauração (1641-1668), contemporâneo dos fortes de S. Francisco, S. Neutel e Revelim da Madalena. Talvez tenha sido acabado em 1674, segundo reza a data gravada no portão de entrada. (2)
Em outubro de 1777, passa por Chaves a rainha Mariana Vitória, viúva de D. José, a caminho de Madrid. Na sua comitiva ia Manuel José Leitão, médico da Casa Real, natural de Ribeira de Pena. Vendo o estado deplorável em que se encontrava o hospital real, iniciou uma luta tenaz pela criação, em Chaves, de uma “Aula de Cirurgia”. Ele próprio requer a sua colocação e nomeação como Cirurgião-Mor na Praça de Chaves. Esta sua pretensão não foi atendida.
Manuel José Leitão não desiste e, a 30 de março de 1786, é colocado como “Cirurgião-Mor no Regimento de Cavalaria de Chaves”.(1)
O esforço desenvolvido por este médico levou à criação, em 1789, da “Aula de Anatomia e Cirurgia” em Chaves, funcionando regularmente no Hospital do Bairro da Madalena, com todas as características de uma escola de medicina.
Manuel José Leitão, em 28 de janeiro de 1789, é nomeado Cirurgião-Mor da Praça de Chaves, não sendo desobrigado do serviço militar, acumulando com as funções de professor, explicando “Anatomia e Cirurgia” não só aos “Ajudantes de Cirurgia dos Regimentos da Praça e da Província mas ainda aos praticantes desta arte”. (1)
Bibliografia:
(1) http://darcordaoneuronio.blogspot.pt/- Carlos Manuel Vieira Reis - 2006
"Uma Nova Dissecação na Aula de Anatomia e Cirurgia de Chaves" - Carlos Manuel Vieira Reis Revista Aquae Flaviae, n.º 5 - Junho de 1991 - Pg. 104
(2) "Quando havia em Chaves três hospitais" - J. Timóteo Montalvão Machado - Revista Aquae Flaviae, n.º 4 - Dezembro de 1990 - Pg. 105.
"As Aulas de Anatomia e Cirurgia dos Hospitais Militares" - Manuel Gião - 1945
Com o avançar de novas tecnologias há profissões que entram em extinção ou cingem-se um número muito reduzido de artesãos que ainda vão resistindo, como é caso do latoeiro, albardeiro, ferrador, alfaiate...
Este belo postal da autoría do grande fotógrafo flaviense Alberto Alves, mostra-nos um tambem belo registo desta praticamente extinta arte do soqueiro, ou pauzeiro como diz no postal, e pelos visto, concentravam-se no Campo da Fonte, o que poderá não ser coincidência há poucas décadas atrás ainda existir um soqueiro aqui neste mesmo bairro. A concentração de certas profissões em determinado bairro ou rua deu origem a muitos topónimos que atualmente certas artérias exibem, o que não é caso do Campo da Fonte.
O mês de Março, em Chaves, é normalmente frio.
Este ano, abusou, iniciando-se com um manto branco de neve que há muito já não víamos.
Querendo apreciar o "fenómeno", sem ter que ir para as terras altas, resolvemos ir até Vila Verde da Raia e, mesmo à saída da nossa cidade, parámos para fazer uma foto e... saiu-nos isto:
Esta imagem fez-nos recordar "velhos" tempos em que a água, em quási toda a extensão da veiga, circulava, durante o verão, por estas "caleiras", para regar os campos cuja fertilidade era, na época, gabada e propalada!
Para recordar o que foi esta grande obra de irrigação trazemos este apontamento:
Hoje, a veiga é irrigada numa maior área com a incorporação do regadio servido pela barragem das Nogueirinhas, as caleiras desapareceram na sua quási totalidade por ter passado a subterrânea a condução da água e, infelizmente, dado não ter sido feito o emparcelamento das propriedades agrícolas não se criou a rentabilidade que se esperava.
Todos os proprietários de terrenos na veiga, na área servida pelo regadio, mesmo aqueles que têm área ocupada por casas ou armazéns, são obrigados a pagar uma taxa (neste momento 100,00€ por hectare), mesmo que a água aí não chegue ou não a utilizem.
Aqui a norma "utilizador-pagador" não se aplica!
O Blog Chaves Antiga não acabou.
Após uma breve hibernação, está de volta com nova equipa e renovado ímpeto.
Pretendemos enriquecer este espaço com publicações regulares, se possível, quinzenalmente.
Nesse sentido, lançamos um apelo aos nossos leitores para que contribuam com informação: fotografias, textos, ideias, documentos, …
O vosso contributo pode ser dirigido ao endereço de correio electrónico blogchavesantiga@gmail.com
Sei que temos andado um bocadinho ausentes do Chaves Antiga, mas ainda não acabou nem poderia acabar, pois parte da história de Chaves também pode passar por aqui. É, e sempre foi nesse sentido que o Blog Chaves antiga, desde o seu início, tem pedido a colaboração de todos e, a verdade seja dita, muitos têm colaborado, mandando as suas imagens antigas de Chaves. Mas também para a feitura do Blog a colaboração é sempre bem vinda, podendo-se assim alargar os conteúdos do blog e enriquecê-lo com novas imagens, documentos e um pouco da história de Chaves.
Nesse sentido o blog Chaves Antiga a partir de hoje alarga a sua esquipa de colaboradores que, além de continuar a contar com a equipa inicial, vai passar a ter mais três ou quatro colaboradores. Para já, vão entrar na equipa o Artur Chaves, o António Chaves e o Rui Queirós.
Fiquem então atentos, o Chaves Antiga, sem nunca ter partido, está de volta.
F.R.
Ainda no seguimento do tema "espaços verdes", hoje vamos falar do Jardim do Tabolado. Este local foi durante décadas Feira do Gado e Matadouro**, no início da década de 1960 é que foi inaugurado o jardim, talvez em 1962. O matadouro foi retirado daqui em finais de 1930's\inícios de 1940's para um edifício construido mesmo para o efeito junto ao bairro da Vázea, já nessa época se começava a ter consciência que um matadouro a céu aberto era um enorme atentado à saude pública, mais tarde, por volta do ano de 1960 foi vez de sair daqui a feira do gado, sendo transferida para onde se encontra mais ou menos o atual Mercado Municipal. Em poucos anos de existência este jardim tornou-se um dos locais mais frequentados da cidade, sendo uma espécie de amor à primeira vista para os flavienses e fazendo concorrência ao já então velho Jardim Público, a sua decoração, simples mas bela, consistia essencialmente em bancos de madeira pintados de branco sempre ladeados por um bonito candeeiro em forma de cogumelo. No final da década de 1970\início de 1980's começa o declínio deste emblemático espaço por culpa exclusiva do então executivo camarário, foram cometidas as maiores barbaridades que arrasaram parcialmente o jardim; campos de tenis, piscina*, discoteca... e para ramalhete do disparate ficar completo até a Feira dos Santos aqui se realizou, na segunda metade do década de 1980 o Jardim do Tabolado era só pele e osso, a única coisa de jeito feita nessa altura foi prolongá-lo para o lado da antiga Garagem Moderna, ou seja, minimizar um pouco as asneiras anteriormente cometidas.
* A piscina devería ter sido construída onde se encontra o horroroso\monstruoso\inestético "mamarraxotel".
** Alem de matadouro e feira do gado, foi aqui que realizaram tambem os primeiros jogos de futebol, isto na década de 1910 e parte da de 1920, as balizas eram amovíveis, após os jogos eram retiradas.
No seguimento do tema que tem voltado aqui à blogosfera flaviense e redes socias, que é a transformação de outrora lindos espaços verdes em pelados\empedrados, hoje vamos falar da Praça da República paredes meias com a sua vizinha Praça de Camões. Como tivemos oportunidade de dizer no anterior artigo, não se trata de bota-abaixismo gratuito, porque imagens como esta não nos deixam qualquer dúvida, este pequeno e belo espaço verde era constituido essencialmente por quatro (4) 1\4 de círculo arrelvados e com cerca de uma dúzia de árvores de médio porte e de folha caduca que simetricamente estavam colocadas á volta da praça, atualmente é só pedra, em tardes tórridas de Verão é insuportável permanecer aqui.
Caros flavienses: Por mais boa vontade que haja em não querer falar mal de quem tem dirigido os destinos da nossa cidade, somos obrigados a faze-lo, e isto não é nenhum bota-abaixismo gratuito, porque provas é coisa que não nos falta através de fotografias como esta, são vários os locais do centro histórico que passaram de verdejantes a pelados\empedrados. Repare-se na beleza de outrora da Praça de Camões, em dias tórridos de Verão até apetecía permanecer por aqui tantas eram as sombras, em particular o velho e saudoso olmo\negrilho, nos dias de hoje não resta nem uma árvore das que aqui vemos.
Uma bela e invulgar imagem da histórica Rua de Sto. António esquina com a Travessa Candido dos Reis há mais de meio século. As diferenças em relação à atualidade são imensas, a começar pelo edifício que se vê em primeiro plano que foi demolido em finais de 1960's para dar lugar a uma instituição bancária, o já desaparecido Café Comercial era encostado ao então Cine-Parque*, passando no início da década de 1960 para o outro lado do edifício e aí se quedou até ao seu encerramento, no Palácio Botelho funcionava na altura o Grémio do Comércio.
* Por volta do ano de 1963, o Cine-Parque foi submetido a grandes obras de restauro e passou a chamar-se Cine-teatro.
Foto gentilmente cedida ao "ChavesAntiga" por Manuel Leão.
Caros flavienses- Já aqui dissemos por mais do que uma vez que bem gostaríamos de não ser chatinhos/repetitivos, mas de vez em quando vamos ao baú e deparamos com estas belas relíquias fotográficas, no caso desta, centenária ou quase. Este lindo postal circulado em 1917 mostra-nos um bonito pormenor da Avenida Central do Jardim Público tendo como pano de fundo o famoso coreto, e repare-se que as árvores ainda não teriam muitos anos de idade, assim como o próprio jardim, teriam pouco mais de uma década, e já se fazia notar a luxuriante vegetação. Nos dias tórridos de Verão, caminhar por esta avenida (e não só!) era uma sensação tão agradável que até consolava, inclusive o agradável aroma (Jardim Botânico) inerente à
muita vegetação que por aqui proliferava. Em meados da década de 2000 o seu estado de conservação estava mesmo a pedir uma intervenção, mas uma intervenção racional e não desastrosa como a que teve lugar, as muitas fotografias e de várias épocas que existem deste emblemático espaço não nos deixam a menor dúvida.
Costuma-se dizer que a riqueza das terras está nas suas gentes, e são muitos os ilustres, alguns deles com uma atividade tão abrangente ou múltipla que são considerados como homens dos sete ofícios. Avelino Dores Aurélio é um nome que à priori pouco ou nada diz à maioría dos flavienses, porque este ilustre flaviense é conhecido e tratado popular e carinhosamente por "Bio", musico-cantor (um grande timbre de voz), fotógrafo, dirigente desportivo, político (após 25 de Abril), e um fervoroso adepto do Desportivo de Chaves, são os cartões de visita deste grande flaviense que muito deu à comunidade de uma forma totalmente desinteressada e nada cobrou, um bem haja para este grande SENHOR.
Foto gentilmente cedida por Luis Aurélio ("Luis Bio").
Olá amigos transmontanos, em particular flavienses- Desde o dia 24 de Janeiro que estavamos em branco, ou seja, não publicava-mos nada, o que não significa que o nosso acervo fotográfico se está/estava a esgotar, nada disso, as contribuições de muitos flavienses mais as nossas pesquisas (internet, bibliotecas, arquivos, alfarrabistas...) não permitem nem permitirão que tal aconteça, o Blogue ChavesAntiga está vivo e bem vivo, e recomenda-se.
E nada melhor que neste regresso às publicações como falar do nosso velho e muito saudoso "Texas", aqui neste quarteto de imagens a vapor e a diesel. Já passaram vinte e dois (22) anos (1 Janeiro de 1990) desde o fecho desta Linha até Vila Real, seguido depois do desmantelamento que ainda hoje é fortemente criticado por quase todos os transmontanos, em particular aqueles que são naturais dos concelhos por passava a Linha do Corgo. Há um movimento https://www.facebook.com/groups/linha.do.c
Alentejano de nascença, natural de Veiros, Estremoz, e filho bastardo de rei D. João I Mestre de Aviz, D. Afonso I Duque de Bragança fixou residência em Chaves onde viría a falecer em 1461 com 84 anos de idade, os seus restos mortais permaneceram na Igreja N.ª Sra. do Rosário no Forte de S.Francisco até 1942. Nesta época, década de 1940, o Forte de S. Francisco encontrava-se muito degradado em particular esta Igreja que chegou inclusive a equacionar-se a sua demolição, foi esta a razão a que levou a que se transladasse o túmulo para o Convento dos Agostinhos em Vila Viçosa, o Panteão dos Duques de Bragança, isto apesar das várias vozes discordantes em Chaves, considerado um flaviense de adoção.
* A foto de baixo é atual, serve para identificar o local no interior da igreja e comparar com o postal antigo.
De vez em quando, o "ChavesAntiga" vai ao bau à procura de qualquer coisa para publicar, e depara-se com belas e únicas relíquias como esta, no interior do velho e saudoso "Texas", como nós transmontanos carinhosamente o tratava-mos. Aqueles duros e desconfortávies bancos para uma penosa viagem Régua-Chaves que durava mais de quatro (4) horas, era coisa muito pouco agradável, só que todo esse desconforto era compensado (e de que maneira!!) pela invulgar e deslumbrante beleza que era e ainda é a paisagem ao longo de quase todo o seu percurso, passar no meio de vinhas, olivais, pinhais...
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