Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Pastéis de Chaves

 

Em complemento ao texto sobre Chaves, do médico e escritor brasileiro Afrânio Peixoto (Júlio Afrânio Peixoto, 1876-1947), reproduzido por Fernando Ribeiro na passada sexta-feira (http://chaves.blogs.sapo.pt/376042.html), publica-se hoje o cartão profissional da proprietária da pastelaria contemporânea do autor.

 

Filha de Feliciano José Teixeira e Teresa Vilaça Teixeira, dona da então extensa e conhecida Quinta da Feliciana, Teresa de Jesus Teixeira (1879-1957) foi a proprietária da pastelaria entre as décadas de 1920 e 1950.

 

É possível que a fama dos pastéis de Chaves tenha tido maior repercussão nacional, e internacional, como o texto de Afrânio Peixoto comprova, a partir do momento em que António Óscar de Fragoso Carmona (1869-1951) se tornou presidente da República (1926-1951).

 

Não tendo nascido em Chaves por mero acaso, Carmona sempre afirmou as suas raízes flavienses (aliás, essa ligação não terá sido alheia à elevação de Chaves a cidade, em 1929). Além disso, desposou Maria do Carmo Ferreira da Silva Fragoso Carmona (1879-1956), uma flaviense que nasceu na Madalena e teve também residência no Largo do Anjo.

 

Sempre que se deslocava a Chaves, Madame Carmona, como era cerimoniosamente tratada, frequentava a pastelaria de Teresa de Jesus Teixeira, a qual passou então a fornecer também a presidência da República.

 

publicado por blogdaruanove às 00:42
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13 comentários:
De Leitor a 6 de Abril de 2009 às 09:30
Sou leitor atendo e assíduo do blog Chaves Antiga. Embora graficamente , o blog, não seja muito elaborado, o conteúdo e o trabalho de um dos autores (Humberto Serra) suplanta largamente essa lacuna. Porém, não compreendo a oportunidade de alguns post 's , lançados uns em cima dos outros. Perdoando-me a intromissão, não seria mais razoável manter um certo ritmo de apresentação das fotos e documentos, centrando talvez no Humberto Serra essa função. Fica a ideia, errada certamente, de um certo afã, em "cobrir" o post anterior.
Será que para além do excelente trabalho, que em boa hora resolveram tomar em mãos, não seria possível um pouco mais de coordenação ?
( A crítica é construtiva, por favor aceitem-na como tal !

Obrigado


De a 6 de Abril de 2009 às 15:05
Yá! tà mal , nas últimas semanas o hpserra publicou treze dos quinze posts, não devia andara a cobrir os post's dele mesmo


De Fer.Ribeiro a 7 de Abril de 2009 às 04:02
Claro que da minha parte agradeço-lhe a sua crítica construtiva e está perdoada a sua intromissão, mas (e só para esclarecer) aqui no blog Chaves Antiga ninguém anda a “cobrir” ninguém, nem entendo que um post possa cobrir outro, pois todos ficam visíveis durante vários dias. Quanto ao protagonismo e visibilidade que o atento “Leitor” quer ver e distinguir nos autores do blog, serão coisas da sua fértil imaginação, pois nós cá por casa sempre nos entendemos na perfeição. Quanto à gestão do blog, deixe também isso por nossa conta, pois bem ou mal, lá o vamos fazendo durante estes 4 anos de existência do blog.

Obrigado pelo seu comentário, volte sempre e boa Páscoa.


De hpserra a 7 de Abril de 2009 às 08:58
Em primeiro lugar, obrigado pelas palavras elogiosas à minha pessoa, quando às críticas ao blog, na realidade, não são insultuosas nem destrutivas, e como o Fernando Ribeiro respondeu, não temos nenhum critério editorial, nem é necessário, porque funcionamos em equipa, e para terminar, faço apenas uma crítica à critica construtiva, é o anonimato.


De APinto a 7 de Abril de 2009 às 11:44
Será que o "Leitor", não se apercebeu que o "browser", tem um cursor lateral, que, deslocando-o verticalmente, permite ver todos os "posts"?
Quanto ao "design" do "blog", é como as gravatas. Cada um tem o seu gosto. Está sóbrio e julgo que o importante, a informação, é bem visível. A mensagem chega ao receptor (a quase todos) e é um êxito há já alguns anos. Aproveito para dar mais uma vez os parabéns ao Fernando Ribeiro e ao Humberto Serra. Continuem por favor.


De blogdaruanove a 7 de Abril de 2009 às 23:36
É como vê, caro "Leitor"...
Podemos parecer descoordenados, mas estamos em sintonia quanto ao essencial - demonstrar o nosso interesse pela região e ir fazendo "alguma coisinha" para a divulgar...
Obrigado por ter dispendido algum do seu tempo a reconhecer esse trabalho e a partilhar a sua opinião.


De J. Pereira a 7 de Abril de 2009 às 02:49
Conheci muito bem o senhor doutor Assoreira que assinou este cartão.


De Fer.Ribeiro a 8 de Abril de 2009 às 00:10
Não poderia terminar nem deixar passar este post sem dizer ainda uma palavrinha a respeito do mesmo, pois houve preocupações por parte de “Leitores” atentos quanto ao “cobrir” posts, e ao próprio blog e o essencial passou ao lado ou para segundo plano, pois o importante aqui são mesmo os pastéis de Chaves e um pouco da sua história e família de origem, principalmente agora que o pastel está na moda e todos o querem apadrinhar como seu, desde o Grão-Mestre da Confraria de Chaves que em nome individual já o registou em seu nome, à Câmara Municipal que contestou esse registo chamando-o a si, até uma das casas comerciais com ramo de pastelaria que também reivindicava o registo. Em suma, muita guerra pelo pastel de Chaves, mas pouca preocupação (de todos) em conhecer a história do “pastel de Chaves”, o verdadeiro. O que interessa mesmo é mandar umas bocas e que o pastel de Chaves continue a regalar outras, todas as manhãs, bem quentinho…mesmo que nem seja o verdadeiro pastel de Chaves.


De teresa a 11 de Abril de 2009 às 22:29
O sr Pluto tem toda a razão. o que importa são os pastéis, ou no meu caso a ausencia deles. Sei que é tempo de folar, mas o que vinha mesmo a calhar era um pastel, do "Pasteleiro#, rua de santa maria, bem quentinho. Mas aos bons pastéis aconteceu o mesmo que ao velhilnho pasteleiro, já não existem.
Já agora uma sugestão : divulguem os sitios de bem comer, ai na terrinha de flávio, mas não esquecem os pastéis.


De fjr - barreiro a 8 de Abril de 2009 às 11:05
Até nos textos o Fernando marca pontos!


De Leitor a 9 de Abril de 2009 às 00:41
Caro Humberto, perdoar-me-á,mas não posso aceitar a sua critica à critica . O anonimato, sob o qual me escondi, tem a ver com o simples facto de meu nome pouco ou nada dizer, uma vez que, sendo Flaviense, vivo em Valpaços, aonde dou aulas, há já vários anos. Já o mesmo não se pode dizer do vosso Blog.
Se conheço o Fernando e o Humberto sei quem é, já o vosso amigo e colaborador "blogdaruanove " parece não querer ser conhecido, o que respeito;tenho aliás a dizer que aprecio e valorizo os raros post's que introduz,pena é que não sejam mais.
Permita-me também,e já que o tema foi introduzido pelo Fernando,dizer que não precebo a sua (dele Fernando) irritação com a Confraria Gastronómica de Chaves e,nomeadamente com o seu presidente.
Se registou a marca "Pastéis de Chaves" em seu nome foi simplesmente com o único e louvável intuito de proteger a marca da voracidade comercial de "outros".
A confraria prepara-se,e muito bem,para relançar e promover os produtos de Chaves que durante anos andaram de boca em boca ao sabor do voluntarioso amadorismo dos palavrosos,inconsequentes e consuetudinários intelectuais da praça.
Deixem pois trabalhar quem quer,sabe e pode.

Luís M.G. Lucas


De Fer.Ribeiro a 9 de Abril de 2009 às 03:04
Vamos lá, então, animar estes comentários.

Embora com este seu comentário não “preceba” muito bem onde o sr. Professor quer chegar ou atingir, agradeço ter dado nome, apelido e profissão ao anonimato, mas a essência principal do post, continua sem ser debatida, e ao que me “aprecebo”, da sua parte, também não há intenção de tal (a boa maneira de Chaves), por isso, quanto ao assunto, vamo-nos ficar por aqui.

Quanto às restantes questões que o sr. Professor direcciona os seus canhões e não “precebe”, também não são para “preceber”, aliás se o sr. Professor me conhece (o que não duvido) também saberá que todos aqueles rapazes e raparigas da confraria, são maioritariamente gente nossa amiga de há longa data… e aos quais desejo o melhor, tendo em conta as águas agitadas de interesses em que se meteram para atingir bom porto… mas o tempo dirá de sua justiça e, sinceramente, quero estar enganado.

E como não é de pastéis de Chaves que se fala e estamos em semana santa, fico-me por aqui.

José A.C.P. da Cruz


De francisco pinto a 12 de Abril de 2012 às 23:02
não sou de chaves mas vendo muitos pasteis de chaves,perdoem-me o comentario mas se estamos a falar de um pastel este merece de voces todos mais respeito,deixem-se de comentarios e agressões verbais e façam mais comentarios positivos a volta de um produto tão nobre como a vossa cidade.
viva chaves e os seus pasteis.
Francisco Pinto(croy)


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