Sábado, 29 de Outubro de 2005

Desportivo de Chaves - 68/69

chaves.jpg


Melhor que um texto do Chaves Antiga para legendar a foto de hoje, deixo-vos com o texto que acompanha a foto no mail, mais uma, que o nosso amigo Alentejano Salvador Silva (amigo de Chaves) nos enviou.


"Desta feita trata-se de um desafio de futebol entre o Desportivo de Chaves e o Vila Real, para o campeonato nacional da 3ª divisão, em 1968 ou 1969.


Foi um desafio de muita confusão, como se depreende da fotografia. Mas, o melhor, não pode ver-se. No fim do jogo e à saída, os adeptos dos dois clubes envolveram-se à bulha e começaram a invadir os espaços anexos ao forte de S.Neutel, na altura, não sei se ainda hoje, considerados Área Militar. Foi então digno de se ver o Sargento Neves (Estraga a Tábua) a querer suster a invasão e quase ser trucidado pela populaça. Valeram-lhe eu e outros companheiros que lá o conseguimos demover da acção, fazendo-lhe ver que tal não lhe era exigido como dever militar. O que rimos!


Era um bom homem, o Sargento Neves, apesar de ser uma figura muito peculiar. "

publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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21 comentários:
De humberto serra a 10 de Novembro de 2005 às 12:17
Fui muitas vezes à casa do Coronel César Silva, (quando morava na rua 1º de Dezembro), através do seu filho, Raul, e tambem tinha muito boa impressão desse senhor, parecia-me uma pessoa muito simples.


De Salvador Silva a 9 de Novembro de 2005 às 12:11
Caro Rui Leonardo, lamento a morte do Coronel César Silva, já devia, no entanto, ter uma idade bem avançada. Simultâneamente congratulo-me por o meu amigo vir confirmar a ideia que me ficou dele. Um homem bom, sério e considerado.UM abraço amigo


De Rui Leonardo a 8 de Novembro de 2005 às 18:38
Para que o S. Silva saiba, o Coronel César Silva, faleceu durante o decorrer deste ano.
Por sua causa, ao que consta, a transição de 24 para 25 de Abril de 74 em Chaves, foi completamente pacifica, por estas e por outras, é que foi um homem respeitado na nossa cidade.


De Salvador Silva a 8 de Novembro de 2005 às 18:04
Amigo Francisco Rodrigues.Não lhe sei responder, nem sequer me lembro do nome desse homem. No entanto, pelo que diz, devia (ou deve)ser um homem excepcional,a sua própria discrição o comprova.Deus permita que ainda viva e com saúde. Posso, no entanto contar-lhe uma história parecida e interessante.Tive, sob meu comando directo, um sargento (SargºGraça) que aos fins de semana distribuia pelas aldeias o pão (casqueiro) que sobrava e era muito, tendo em atenção que se estava numa unidade mobilizadora,sempre com grandes efectivos que, estando ausentes nos fins de semana, provocava grandes sobras. Só descobrimos tal quando do Porto (aonde era requisitado o casqueiro) nos pediram as canastras que deviam ter sido e não foram, devolvidas.Era ele que as deixava espalhadas pelas freguesia rurais.Como imagina tal deu forte agitação, pela falta das canastras exigia-se-lhe o pagamento das mesmas, o homem não podia (tinha um rancho de filhos) e a coisa esteve séria.Valeu-lhe um homem bom de Chaves, o Ten.Coronel César Silva, na altura CMDT. do B.C.10 que se compadeceu e mandou pagar as canastras dos fundos privativos da Unidade e dar-se o caso por encerrado, com uma séria advertência a título particular. Devo também dizer dizer que este assunto, face ao seu encerramento pelo CMDT, nunca se esclareceu muito bem. O Sargº Graça garantia que fazia a distribuição gratuita do pão.Havia vozes que diziam que o vendia a preços de saldo, para fazer face às suas dificuldades económicas, que não deviam ser poucas.Não o soube!Nem interessava saber.Ainda mais uma nota. Nomeei um Ten.Coronel de Chaves como um homem bom que foi.Mas também tive dois comandantes de Chaves que muito pouco abonaram como pessoas.Não nomeio por razõs óbvias e porque Chaves está, para mim, muito acima deles.Um abraço amigo


De Francisco Rodrigues a 8 de Novembro de 2005 às 14:46
Amigo Salvador no seu tempo de tropa em Chaves havia um homem que nunca me posso esquecer o Sargento Jo que era de Lebução. Sabe que este homem matou a fome a muita gentinha com o seu rancho? Será que este homem ainda é vivo?


De jobjob a 26 de Dezembro de 2007 às 00:21
Creio que está a falar do meu falecido pai.Diga qualquer coisa.joaquim.lavrador@sapo.pt


De Salvador Silva a 6 de Novembro de 2005 às 15:26
Caro Rui Leonardo:
Agradeço sensibilizado o convite e farei tudo para estar presente.Divulguem com tempo o encontro. Obrigado

Um abraço amigo


De Rui Leonardo a 5 de Novembro de 2005 às 23:57
O Salvador Silva também está convidado para o 2º encontro de blog's sobre Chaves, que possivelmente se realizará na festa do Avante.
Abraços


De Salvador Silva a 5 de Novembro de 2005 às 17:00
Caro Francisco Rodrigues;
Não casei com uma flaviense, mas com uma patrícia. No entanto iniciei a vida de casado em Chaves. A minha mulher também adora Chaves e Trás-os-Montes. Como o meu amigo, também me considero, neste caso, o alentejano mais flaviense.
Mas o que me fez "mossa" foi a amizade e galhardia com que fui recebido em Chaves (ainda hoje perdura) e a capacidade dos flavienses, como o meu amigo e todos neste espaço, serem capazes de estabelecer bom relacionamento mesmo com quem se não conhece.Sabe,por experiência própria (casou com uma alentejana) que os alentejanos também assim são.Mas isto é assunto para conversa mais longa. Um Abraço Amigo


De Francisco Rodrigues a 4 de Novembro de 2005 às 14:25
Amigo Salvador Silva acho que Chaves lhe fez mossa que o Alentejo me fez a mim. Eu considero-me o flaviense mais alentejano que existe.E ainda por cima fui casar com uma alentejana. Um abraço


De Salvador Silva a 3 de Novembro de 2005 às 14:43
Caro Humberto:
Fez mesmo!


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