Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Associação Desportiva Flaviense, epoca de 1976-77.

Ass. Desp. Flav-1976-77.JPG
Durante quase cerca de três (3) decadas, de 1949 a 1975/76, o Desportivo de Chaves foi o único clube ou agremiação desportiva que existiu na cidade, até que na segunda metade dos anos 70, foi fundada a Associação Desportiva Flaviense. Portanto, esta foto será seguramente a primeira equipa senior desta popular colectividade, mas vamos aos nomes dos craques, em cima esq/drt: ?, Armindo Silva, Carlos Madureira, Fiúza, Mota e ?, em baixo: Raul, Manuel Salas, Marinheiro, Ilídio e Rocha. Foto gentilmente cedida por Carlos Madureira.
publicado por Fer.Ribeiro às 20:20
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11 comentários:
De bocas a 23 de Janeiro de 2007 às 09:07
Podem dizer que havia menos ou mais jogadores de fora, podem dizer que havia mais ou menos mercenários, podem dizer o que quiserem, mas que os havia havia. Desculpa Quim se há pessoas que sabem quem ajudava os jogadores do Desportivo e lhes matava, muitas vezes, a fome sou eu. A Dorinha é uma das pessoas a quem a cidade de Chaves e sobretudo o Desportivo não fizeram o homenagem devida, mas está no nosso coração e isso é mais importante.
Em relação a estes jogadores chamem-lhe o quiserem mas eu só digo uma coisa, a maioria não tem o minimo de categoria para vestirem aquela bela camisola, mas a culpa não deles.


De Pedro Madureira a 23 de Janeiro de 2007 às 00:37
Felizmente que existe na cidade de Chaves pessoas que se preocupam com a formaçao desportiva dos jovens, que por isso também formam homens, mas que infelizmente nao vem consequencia nos seus projectos ao nível dos séniores. A cidade de Chaves teria, tal como muitas outras deste país, muito a ganhar caso tivesse uma estrutura desportiva que permitisse continuidade aos muitos e habilidosos jovens que vao aparecendo ao longo dos anos, mas que infelizemtne se veem obrigados a virar-se para outras actividades, como estudar, o que implica que abandonem cidades como Chaves e se estabeleçam noutras como Porto, Braga ou Bragança, contribuindo ainda mais para o afamado exodo da cidade que por isso nao progride.


De Pedro Madureira a 23 de Janeiro de 2007 às 00:27
Tudo o que concerne a projectos de formação subentende tempo. E tempo, na actual sociedade capitalista, pelos vistos, é dinheiro.
Se queremos qualidade, em tudo o que fazemos, necessitamos tempo. E eis o problema. Diferentes noçoes de um mesmo fenómeno. Para uns o tempo é imediato, para outros pode ser mediato.
O futebol, enquanto fenómeno, continua a ser expressão cultural e social do meio em que germina. Ora, se nao existe agremiação, se nao existe projectos construidos de base, com objectivos claramente traçados, e com aplicação real dos parametros previamente estabelecidos, nunca se conseguirá obter identidade essencial para fazer singrar um clube que teria tudo a ganhar (nada a perder bem vista a sua posiçao na tabela classificativa?!) com a aposta em jogadores da casa, outros portugueses, e um ou outro estrangeiro de qualidade incontestável.
Infelizmente, por negligencia dos dirigentes e das proprias pessoas das terras, embuidas na mesma mentalidade daqueles, procurando fazer "corta-mato" que só traz vantagens às carteiras de alguns, acaba por, ano após ano, se apostar em jogadores desidentificados com os costumes e os pensares, "mercenários" que a bem ver provocam no futebol portugues perigosa e cronica anomia.
Enfim, uma questao de padroes de exigencia, uma questao de visao na planificaçao,uma questao de boa aplicação dos métodos necessários para alcançar bons fins. Também uma questao de coragem, liderança, autonomia e preserverança... Adjectivos que faltam em demasia às gentes que governam (em muitas áreas) este nosso Portugal.


De humberto serra a 22 de Janeiro de 2007 às 17:04
Ó meu caro "Bocas", não exageremos!! Quando o Desportivo começou a pensar em altos voos, na subida à 1ª Divisão, aí sim, já rareava a prata da casa, porque as exigências eram maiores, e o Clube não tinha "produto interno" para tanto. Eu gostaría, por exemplo, de ver ainda o João Alves e o Ricardo Chaves a jogar no Desportivo, quem não gostaría? Agora, dos anos 80 para trás, a espinha dorsal da equipa, era da terra, nesses tempos, jogadores de fora, eram no máximo, 2/3 por época.


De quim barrigas a 22 de Janeiro de 2007 às 16:34
Lá isso é verdade, em parte, já que quase todos os jogadores de fora da terra ficavam em casa de minha mãe.
No entanto, os tempos eram outros, e que me lembre jogavam com amor á camisola, vi muito deles por vezes chorar de raiva com certas arbitragens.
Muitos outros ficaram por Chaves, sinal que gostaram da forma como foram acolhidos, outros ainda traziam as esposas que tiveram os seus filhos flavienses.
Outros ainda ouve que, por motivos que não sabemos, ou sabemos? tinham ordenados em atraso.
Porém nunca lhes faltou de comer e dormir.
Não me afecta nada aquilo que afirmo, pois se houve alguém que ajudou esse jogadores de fora, esse alguém foi minha mãe (e mais não digo, porque não vale a pena dar atenção a bocas)
Quando no meu anterior comentário me refiro a mercenários, quero com o que afirmo, dizer
que antigamente os planteis eram mais equilibrados, pois havia sempre mais "prata da casa "do que hoje em dia.
Caro anónimo "Bocas", não vejo no actual plantel o amor á camisola.
Eram outros os tempos.
Peço desculpa pelo longo texto, o qual, se assim o entenderem os administradores deste blog, terão toda a liberdade de o retirar.


De bocas a 22 de Janeiro de 2007 às 15:43
Algum dia o Desportivo apostou nos da casa? Quando? Durante os anos que me lembro de ver o Desportivo (mais de 40 anos) sempre foi um clube de mercenários. Quando eu era miúdo vinham de todo o lado, de Espanha, Porto, Lisboa todos eles mercenários. Nada mudou até hoje.
Se há pessoa que mais conheça todos os mercenários que por cá passaram, essa pessoa é o Quim Barrigas.


De humberto serra a 22 de Janeiro de 2007 às 08:51
Apostando na formação, demora o seu tempo, e depois, dá muito trabalho, e o lucro não é imediato. É que há uma classe chamada "Empresários" que têm muita pressa, em apostar na formção da "conta bancária", não acham que dá muito menos trabalho, em ir buscar um "Ivics" ou "Molotov" ou um "Inho" ao outro lado do Atlântico, ou contornar a lei para adquirir a nacionalidade portuguesa? Bom, havería imenso para dizer, mas isto é um mal nacional, é a lei do imediatismo.


De Quim Barrigas a 21 de Janeiro de 2007 às 19:08
Tá tudo dito caro amigo.
Não se aposta na formação e depois chegam os mercenários....


De manuel bandeirinha a 21 de Janeiro de 2007 às 02:03
Quando voltei a Chaves (fins de 1975, princípios de 1976), havia um clube muito interessante (muito importante!!!) que se chamava Ginásio Clube de Chaves. Esse Clube ( com "C" grande), produziu atletas olímpicos (lembram-se?), como Delfim Moreira, João e José Junqueira, Natália Moura e outros de grande categoria, inclusivamente no ciclismo. Fiquei satisfeito quando vi nascer a A.D.Flaviense, que tem a marca de um Senhor a quem muitos jovens da terra devem agradecer pelo facto de terem feito uma carreira desportiva. Obviamente, o Senhor Manuel Madureira. Tal como, por exemplo, muitos vidaguenses deveriam agradecer a um Senhor chamado Mário Rodrigues, por ter feito nascer o Clube de Golfe de Vidago, que fez de alguns jovens talentosos, só e apenas, campeões nacionais. Tal como, mais recentemente, muitos jovens hão-de agradecer ao Senhor José Matos, pelo facto de ter feito nascer o Clube de Ténis de Mesa de Chaves. Quase tudo isso é passado... Quando Branco Teixeira resolveu apoiar o Desportivo de Chaves, fê-lo numa altura que a todos nos pareceu oportuna. Ninguém poderá dizer que foi uma má aposta da cidade e do concelho. Chegou-se onde se chegou, muitas "folhas" ficaram caídas pelo caminho, mas tentou-se que a nossa terra tivesse aquele impulso a que todos nos sentíamos com direito e com que todos sonhávamos. Agora o que é estranho, é que os que vieram a seguir, seja por medo de perder votos, seja lá por aquilo que fôr (que não é outra coisa, diga-se), e como quem ganha um vício, persistam no encaminhamento de energias, de dinheiro e de vontades, todas no mesmo sentido. Ninguém gosta mais do Desportivo do que eu, mas, se calhar, neste momento e pelo que já se viu, ninguém detesta mais do que eu que se continue a considerar o Desportivo como o principal embaixador do Alto Tâmega. Enquanto isso, vamos continuar a mandar os nossos filhos estudar para Vila Real, Macedo e Bragança, e eles todos contentes com esta nossa mania de sermos os maiores no futebol (apostam que já nem os da "Bila" se lembram das cenas em Escariz?). Enquanto isso, os "alunos" de Branco Teixeira (todos os que se lhe seguiram) continuam a investir milhares de contos nuns "parceiros" que não servem nem para chegar os chinelos do quarto ao Chambila, ao Óscar, aos Betinhos (da Muralha e de Santo Amaro), ao Manuel Soares, ao Adão, ao Diamantino, ao Borges, e...quantos querem mais?


De trupas a 16 de Março de 2008 às 18:55
Parabéns pelo blog.
O craque da esquerda chama-se "Brasileiro" e o da direita " Francisco Brandão"


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