Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Ponte Romana, 1965.

1965.jpg
Esta imagem já tem quatro (4) décadas, embora todos este edifícios lá continuem, a verdade é que este local já foi fustigado ( e de que maneira!!!) pela desertificação humana e a consequente degradação, tirando 2/3 edifícios, o resto até dá dó, a antiga Pensão Comércio está em ruínas, o prédio à esquerda junto às escadas, a todo o momento pode ruir, a fármacia já não mora aqui. Já aqui foi falado e concordo inteiramente, se demolissem todas as casas do lado esquerdo, devolver-se-ia à Ponte a sua traça original.
publicado por Fer.Ribeiro às 09:48
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9 comentários:
De humberto serra a 13 de Dezembro de 2006 às 20:33
O Paredão ou Aterro da Ponte, foi realizado em 1936, quanto aos possíveis achados por baixo dos actuais edifícios degradados, mais uma razão para demolir os ditos cujos, quem sabe se não estarão lá por baixo coisas interessantíssimas.


De Rosa Ribeiro a 13 de Dezembro de 2006 às 18:42
Se me permitem,esta questão do tapa destapa arcos da ponte,é como o peito de uma mulher,tanto faz mostrar muito como pouco,é sempre belo!Quanto a mim,as energias deveriam ser direcionadas para o restauro dos edificios. Haverá proprietários que não terão condições económicas para o fazer,e neste caso deverão ser apoiados,mas há outros que ostensivamente deixam degradar os edificios,num clarissimo acto de especulação imobiliária,esperando que os prédios caiam,para depois poderem edificar no seu lugar as barbaridades costumeiras.


De t a 13 de Dezembro de 2006 às 14:49
Sugiro então que todos os amadores interessados e observadores "observem" as gravuras de Duarte Darmas... Verão que os dezoito arcos da ponte já aí não estão representados. Além disso, alguns arcos foram soterrados com o paredão construído no século XX, quando estes edifícios já lá se encontravam. Adicionem-se aos nove arcos aqueles que foram soterrados e não andaremos longe do número de arcos que surge da gravura do século XV. Lamento, não me recordo de ter falado de habitações quando falei de edifícios adossados à ponte. A questão, no entanto, continua a não ser nenhuma destas...


De humberto serra a 13 de Dezembro de 2006 às 09:03
A Ponte Romana tem 18 arcos, actualmente apenas 9 são atravessados pelo Rio, será que quando a construiram o Tâmega tería o mesmo caudal de hoje? Penso que não, a não ser que essas habitações construidas em cima da Ponte no século XV fossem lacustres, não estaríam um pouco mais para o Arrabalde? Alem disso,penso que as habitações, por questões de segurança, ficavam dentro das muralhas. Não sou historiador nem arqueologo, apenas um amador interessado e observador.


De t a 12 de Dezembro de 2006 às 22:43
A questão subjacente ao meu comentário é esta: sabemos nós como era o aspecto primitivo da ponte e dos edifícios que a envolviam? Na época de Trajano esta ponte não se encontraria certamente dentro do núcleo do perímetro urbano, antes daria acesso a uma urbe que começou por ser um posto avançado da romanização... Não teria, portanto, edifícios adossados que assegurassem a defesa desse acesso? Edifícios equivalentes a estes, cujos vestígios ainda existirão provavelmente junto das suas fundações, já se encontravam lá no século XV, como se pode verificar nas gravuras de Duarte Darmas... Assim sendo, porquê demolir edifícios que preservam memórias e tradições urbanísticas de há, pelo menos, quinhentos anos? Será que no século XXI o conceito novecentista do romântico retorno a uma hipotética "pureza arquitectónica primitiva" deve ainda alimentar a "reconstituição" do passado arquitectónico colectivo de acordo com o nosso próprio romantismo?


De humberto serra a 12 de Dezembro de 2006 às 08:47
É claro que a demolição destas casas tería os seus custos, indemnizar os proprietários e os(poucos) comerciantes, mas um vez que este local está quase abandonado, acho que não sería nada de anormal. Quanto à Rua da Cadeia, é verdade, quase todas as casas, ou mesmo todas, do lado nascente, estão em cima da Muralha Medieval, desde a Ladeira da Brecha até quase ao Largo do Anjo. Como dizia há tempos o F. Ribeiro, que sonha com reconstrução da Torre de Menagem, eu sonho tambem com a demolição das casas em cima da Ponte Romana.


De t a 11 de Dezembro de 2006 às 21:55
A traça original da ponte... Mesmo com as reconstruções de que já foi alvo? Além disso, de acordo com esta teoria, se todas as casas do lado nascente da Rua Bispo Idácio (Rua da Cadeia) fossem demolidas, obter-se-ia uma visão aproximada da antiga muralha medieval e da sua traça original...


De quim barrigas a 11 de Dezembro de 2006 às 17:08
Plenamente de acordo Beto.E conjuntamente o corte do trânsito automóvel.


De Joaquim Pires Ferreira a 13 de Junho de 2007 às 00:43
Em 1953 já com 8 anos fui viver para a casa azul, fui crescendo e ao longo da minha infância, sempre ouvia de pessoas muito mais velhas que a Cidade deveria recuperar as suas muralhas. A exemplo: as construções na Rua do Sol encostadas à muralha deveriam ser demolidas, nunca seria permitido construir nas imediações de todas elas, mas nunca houve coragem para travar a loucura de certos Presidentes de Câmara. Após 25 de Abril as verbas transferidas para o poder local teriam permitido perfeitamente corrigir erros do passado, mas infelizmente o poder do cimento corrompeu o poder. Vejam o que Branco Teixeira fez nesta Cidade: Torres na Quinta dos Machados! Ainda é possível ver maqueta do que foi aprovado para esse local, sem torres, apenas edificações de forma a não beliscar a existência das Muralhas do Forte de S. Francisco. Mercado das Longras foi ocupado com Torres de cimento, tapando a Muralha, destruindo a varanda de Chaves, a Rua do Olival com excelentes vistas sobre a imensa veiga. Rua da Adega do Faustino que se previa ter saída para a Avenida 5 de Outubro, através de túnel a construir por baixo desta rua, ficou sem efeito com as construções na referida Quinta dos Machados. Fonte dos Frades que existia na Quinta dos Machados desapareceu com o consentimento do Autarca para uma Quinta em Famalicão, contrariando a vontade dos antigos donos, que a poderiam ter transferido para local de sua nova propriedade, mas não o fizeram por considerarem que pertencia à Cidade e não aos proprietários. De nada lhes valeu ter nobres sentimentos, estes foram agredidos e nunca irão esquecer. Penso que ainda seria possível reaver essa mesma fonte, é património de Chaves. Quem de direito, fale com quem a possui, os intervenientes estão felizmente vivos e ainda a Cidade pode ver de volta património que lhe pertence. Assim tem crescido Chaves. Culpa de quem? Do Povo! Sempre crítico na mesa do café, nas esquina da rua, mas nada actuante, agora choram de saudades. Infelizmente a mentalidade não mudou passadas tantas décadas e o filme dos erros continua. Não chorem nem peçam justiça, temos o que merecemos. Agora com esta arma chamada blog, temos ao menos a liberdade de expressar os nossos sentimentos, já que a imprensa nem sempre é capaz de escrever o que devia.


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