
No início dos anos 50, foi construido este mercado municipal, em substituição do anterior que ficava em pleno Arrabalde, onde está actualmente o Tribunal, aqui se manteve até 1986. Ou porque já era insuficiente para as necessidades de então ou porque os interesses imobilários tambem se calhar já fervilhavam, foi deslocado para onde ainda hoje se encontra, na zona do Estádio Municipal. A rua que vemos á esquerda é a Rua do Olival oficialmente designada de Cândido dos Reis, e nesta imagem ainda é visível um bom pedaço do dito Olival mesmo encostado ao forte de S. Francisco, foi o seu último reduto.
De humberto serra a 31 de Outubro de 2006 às 11:57
Pronto, já fui á fonte, e está feita a ratificação, esta da fotografia é de 1979, mais uma vez as minhas desculpas pelo lapso. Não há dúvida que por vezes, os comentários aqui deixados por quem nos visita, são a mais-valia.
De humberto serra a 31 de Outubro de 2006 às 10:24
Tens toda a razão António Pinto, eu saí de Chaves em 1972, e esse edifíco ainda existia, é verdade, inclusive até me lembro da família que habitava essa casa( eram 4/5 irmãos, e um deles foi meu colega de escola na Lapa). Portanto, esta foto será mesmo já dos anos 70, as minhas desculpas pelo lapso, e obrigado pelo reparo,foi mesmo oportuno.
De Antnio Pinto a 31 de Outubro de 2006 às 09:59
Quero fazer um pequeno reparo. Fui morar para a Rua Coronel Bento Roma (liga a Rua do Olival às Freiras)em 1974. Na altura ainda existiam umas casas em ruínas na Rua do Olival, imediatamente antes do edifício que se vê na fotografia, onde funcionavam as "carreiras de Braga". Pelo que me parece, não se vêm essas casas na foto o que me leva a deduzir que a mesma não seja dos anos 50. Posso estar enganado.
As idas a este mercado foram as minhas primeiras idas à cidade, pois ia com a minha mãe vender ovos, galinhas, coelhos, etc... fruto da nossa criação de "vivos", que davam para aumentar o parco orçamento familiar.
De Joaquim Pires Ferreira a 13 de Junho de 2007 às 01:41
A propósito da exploração imobiliária, faço cópia do que já está publicado em outra página, mas para exemplo entendo oportuno duplicar. É preciso reflectir e alertar as novas gerações. Nós, os mais velhos, temos o dever de contribuir, no sentido de demonstrar que a passividade do Povo Transmontano de nada lhes vale. Somos dotados de inteligência, certamente o ar puro que ainda nos é permitido respirar, contribui para uma excelente oxigenação do nosso cérebro, por isso sem perder a calma, deveremos ser mais actuantes, mais nobres, não fugir ao debate, mas antes de actuar, reflectir bem, amadurecer bem as ideias, consultar o que for necessário e não falar só por que tem vontade em se exibir.
Segue cópia, repito: a propósito da exploração imobiliária:
Em 1953 já com 8 anos fui viver para a casa azul, fui crescendo e ao longo da minha infância, sempre ouvia de pessoas muito mais velhas que a Cidade deveria recuperar as suas muralhas. A exemplo: as construções na Rua do Sol encostadas à muralha deveriam ser demolidas, nunca seria permitido construir nas imediações de todas elas, mas nunca houve coragem para travar a loucura de certos Presidentes de Câmara. Após 25 de Abril as verbas transferidas para o poder local teriam permitido perfeitamente corrigir erros do passado, mas infelizmente o poder do cimento corrompeu o poder. Vejam o que Branco Teixeira fez nesta Cidade: Torres na Quinta dos Machados!! Ainda é possível ver maquete do que foi aprovado para esse local, sem torres, apenas edificações de forma a não beliscar a existência das Muralhas do Forte de S. Francisco. Mercado das Longras foi ocupado com Torres de cimento, tapando a Muralha, destruindo a varanda de Chaves, a Rua do Olival com excelentes vistas sobre a imensa veiga. Rua da Adega do Faustino que se previa ter saída para a Avenida 5 de Outubro, através de túnel a construir por baixo desta rua, ficou sem efeito com as construções na referida Quinta dos Machados. Fonte dos Frades que existia na Quinta dos Machados desapareceu com o consentimento do Autarca para uma Quinta em Famalicão, contrariando a vontade dos antigos donos, que a poderiam ter transferido para local de sua nova propriedade, mas não o fizeram por considerarem que pertencia à Cidade e não aos proprietários. De nada lhes valeu ter nobres sentimentos, estes foram agredidos e nunca irão esquecer. Penso que ainda seria possível reaver essa mesma fonte, é património de Chaves. Quem de direito, fale com quem a possui, os intervenientes estão felizmente vivos e ainda a Cidade pode ver de volta património que lhe pertence. Assim tem crescido Chaves. Culpa de quem? Do Povo! Sempre crítico na mesa do café, nas esquina da rua, mas nada actuante, agora choram de saudades. Infelizmente a mentalidade não mudou passadas tantas décadas e o filme dos erros continua. Não chorem nem peçam justiça, temos o que merecemos. Agora com esta arma chamada blog, temos ao menos a liberdade de expressar os nossos sentimentos, já que a imprensa nem sempre é capaz de escrever o que devia.
A propósito da imprensa, porque não se usa esta para pedir a demolição das Torres na Quinta dos Machados? Aqui fica o alerta. A Cidade e o Homem que teve a coragem de investir na recuperação do Forte de S. Francisco "Comendador António Ramos". bem o merecem.
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