Tabolado, início dos anos 80.
30.04.06 | Fer.Ribeiro
Por esta altura já o Jardim do Tabolado tinha levado uma grande "tareia" com a instalação da piscina e discoteca, os courts de tenis penso que foi ligeiramente mais tarde, portanto a 2ª fase da "tareia", a demolição das casas degradadas desde o cruzamento da rua do Sol até quase ao Pavilhão Termal, até concordo porque alem de degradadas, não tinham qualquer interesse arquitectónico, se bem que a "Garagem Moderna" não era muito antiga, anos 40, talvez. Autor da foto: Dinis Ponteira.
Poucos anos depois de ter sido tirada esta foto, ou seja, na segunda metade dos anos 80, dá-se uma transformação quase total desta rua, a "Praça" mudou-se lá para ao pé do Estádio, o que ainda restava do famoso Olival tambem desaparece e esta artéria nos dias hoje quase nada tem a ver com o que vemos nesta imagem. Autor: Dinis Ponteira.
Desta vez não estou enganado, é mesmo o Flávia Sport Clube um dos clubes que deu origem ao Desportivo, alias, há um pormenor curioso, repare-se nas semelhanças do emblema, quanto a jogadores, apenas reconheço o sr. "Lila" Geraldes (?) no meio à direita, e até é possível que conheça mais alguem, mas como esta rapaziada já deve ser toda octogenária, sem a ajuda dos mais velhos torna-se um pouco difícil.
O Flávia, tanto quanto sei, durou no máximo uma década, foi fundado no início dos anos 40 fundindo-se em 1949 com o Atlético para "nascer" o Desportivo, do seu campo recordo-me de alguns "restos mortais" lá para os lados das Casas-dos-Montes, quanto a jogadores não consigo reconhecer nenhum, penso tambem que eram filiais do Belenenses.
Para os mais velhos não é novidade nenhuma que o nosso Desportivo resultou da fusão do Atlético e do Flávia em 1949, iniciando a sua actividade na época de 1949-50, esta foto é da época de 1947-48 e diz: "Campeão Transmontano", apenas reconheço o guarda-redes "Tero" Bandeira, e à sua esquerda o Gualter que depois de pendurar as botas dedicou-se à actividade de taxista.
Outra bela relíquia dos tempos do mestre Feliciano, e desta bela "fornada" de putos, isto não falando do Pavão, quatro (4) deles chegaram à equipa principal do Desportivo, senão vejamos: Roriz (g.r.) Melo, Lisboa e Malano, isto numa altura em as dificuldades logísticas não seriam de certeza poucas, é obra!! Á direita vemos um ilustre flaviense, o sr. "Lila" Geraldes que tería acabado de pendurar as botas e era nesta altura dirigente do clube.
Costuma-se dizer que ninguém é insubstituivel, e é um facto, mas por outro lado há pessoas que deixam mossa ( neste caso no bom sentido) e são constantemente recordadas, estou a falar de António Feliciano que como jogador foi "apenas" campeão nacional pelo Belenenses nos anos 40, e como treinador fez História em Chaves. E pelos vistos, tal como esta imagem mostra, alem de se ocupar da equipa sénior, tambem ensinava os putos que com muita atenção "bebiam" os ensinamentos do mestre, o mais "pequenote" deles (à direita) iria pela sua mão para o F.C. Porto, chamava-se Fernando Pascoal Neves e o seu nome de guerra era "Pavão".
Este local nada (ou quase) tem a ver com os dias de hoje, quase todos os terrenos vazios aqui existentes, deram lugar a prédios, onde se realizava a Feira dos Santos, entretanto um pouco deslocada para perto do Estádio Municipal, naquele prédio amarelo existia uma "tasquinha", e ainda havia o "Texas" na versão diesel.
Para os mais velhos, esta imagem faz parte de um passado recente, entre 1950 e 1986 foi este o Mercado Municipal popularmente conhecido por "Praça", que na opinião de muitos flavienses, ainda aqui devería estar, eu pessoalmente acho que na actual conjuntura provocaría um autêntico caos no trânsito dado que se encontrava "entalado" entre duas (2) ruas estreitas ( Olival e Longras), mas obviamente que tambem não concordo com se fez em seu lugar, mas isso é um assunto já aqui foi falado várias vezes e neste momento o mais importante olhar para esta bela foto que o Dinis Ponteira tirou em 1981.
Não há muitos dias, foi publicada no blog "Chaves I" uma foto algo semelhante a esta, mas com duas (2) diferenças e bem grandes, uma delas é a temporal, a outra têm a ver com a habitabilidade desta rua, é que neste tempo todos estes edífícios eram casas de habitação, hoje praticamente nenhum deles é habitado. Outro dado curioso prende-se com "Café Geraldes", que na altura dizia:" João Geraldes", nada mais nada menos que o pai do sr. " Lila" Geraldes, proprietário da "Casa S. João".