Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

No início dos anos 50, foi construido este mercado municipal, em substituição do anterior que ficava em pleno Arrabalde, onde está actualmente o Tribunal, aqui se manteve até 1986. Ou porque já era insuficiente para as necessidades de então ou porque os interesses imobilários tambem se calhar já fervilhavam, foi deslocado para onde ainda hoje se encontra, na zona do Estádio Municipal. A rua que vemos á esquerda é a Rua do Olival oficialmente designada de Cândido dos Reis, e nesta imagem ainda é visível um bom pedaço do dito Olival mesmo encostado ao forte de S. Francisco, foi o seu último reduto.

Outro dos locais da cidade que sofreu profundas alterações, a começar por este posto de combustíveis e aquela antiga "tasquinha" à esquerda que era tambem residência dos proprietários. Não vale a pena falar dos "mamarrachos" que foram aqui "plantados", é melhor saborear-mos esta bonita fotografia, fiquemos por aqui.

Uma bela e rara foto tirada a partir do "Grande Hotel", e há um pormenor que chama logo à atenção, aquelas "famosas ruínas" que ainda hoje lá estão, já nesta época, ou seja, há 46 anos, já estes edifícios estavam degradados, o que se conclui que isto é uma especie de "tumor maligno" de que a nossa cidade padece há pelo menos meio século, "tumor" esse com ramificação à Rua 25 Abril.
Domingo, 29 de Outubro de 2006

Esta é daquelas belas relíquias que vem mesmo a propósito, como estamos em tempo de Santos, aqui temos um pequeno trecho da já provável centenária Feira, no lugar do edifício que vemos ao centro, está hoje uma operadora de telemóveis, e lá ao fundo, é visível a entrada para o Picadeiro.

Apesar de não ter grande qualidade, pouco importa, é daquelas relíquias que todos nós já há muito tempo desejávamos e procuravamos. É muito provavel que algum destes putos que vemos nesta foto seja um de nós, porque quantos não foram as centenas, senão milhares de flavienses que deram aqui cabo dos sapatos ou esfolaram os joelhos?

Estes Blog's, e neste caso o "ChavesAntiga", não são de má-lingua, se por vezes surge aqui uma crítica mais severa, é porque temos amor à nossa cidade, não "mora" aqui qualquer conotação política, e temos tambem pejo nenhum em reconhecer que há coisas do antigamente eram bem piores. Toda aquela anterior introdução veio a propósito deste local que vemos na foto que acompanha este artigo, não há qualquer comparação possível, este local estava num estado deplorável, e hoje devem ser raros os turistas que se deslocam a Chaves que não fotografem este casarío, a prova disso são as imensas fotografias que se encontram na internet deste local.

Pois é, mais um local que era bem "verdinho" e bonito, e agora, nem por isso, é tal moda pirosa do empedramento, este belo postal dos anos 60 mostra-nos o tempo das esplanadas do "Comercial", do "Ibéria", do "Aurora" e do Sport". Em minha opinião, a desertificação humana da parte antiga da cidade tambem deu uma "ajuda", mas tambem convem não esquecer que há coisas que são cíclicas, e provavelmente fechou-se aqui um desses tais ciclos.

Realmente, acho que esta Praça tinha uma ar mais saudável e mais bonito, e inclusive no Verão sería mais fresca, ou pelo menos, não tão quente, mas enfim, esta moda de empedrar tudo, bem pirosa diga-se, já vem dos anos 60. Todos os dias(ou quase), se fala nos vários meios de comunicação social das alterações climatéricas, mas cada vez há menos espaços verdes, é claro que a Praça da República é um "micro-exemplo", mas "micros" como este, serão em todo mundo milhões deles, e depois ainda há quem se admire que o clima está a mudar, pudera!!
Terça-feira, 24 de Outubro de 2006

Por vezes os comentários aqui deixados nos blogs, lembram-nos de fotos arquivadas que pensamos que até nem são importantes, isto a propósito de um comentário que o Manuel Bandeirinha deixou no "Chaves I" acerca dos locais paradisíacos que o Tâmega nos oferecia. Tambem aprendi a nadar no Tâmega, porque piscinas em Chaves, era coisa que não existia, a mais próxima era em Vidago, e lá para os finais de 60's é que apareceu a do Aero Clube, mas só para os sócios, por isso, locais como a Galinheira, Charlot, e outros que agora "na me vêm à lembradura" eram as nossas piscinas, e já gozas!! Penso esta foto é da Azenha do Agapito, mas não tenho a certeza, se eu estiver enganado, agradeço que me corrijam.
Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Ainda não existia o tão falado e emblemático Jardim que tantas vezes aqui é recordado, mas penso que estaría quase porque as árvores que o ladeavam já lá estavam. Quanto ao acontecimento que estava a decorrer quando se tirou esta foto era o final de uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta sendo perceptivel na imagem ciclistas do FCP e do SCP, e estavamos ainda longe dos tempos da "Flinstones Square".

Já há algum tempo que não se falava nas Freiras, se calhar os autores da "Flinstones Square" julgavam que nós flavienses já nos tinhamos esquecido da beleza deste jardim tal como esta bela foto nos mostra, puro engano, não temos a memória curta, e valha-nos as imensas fotos que dela existem, para a qualquer momento recordar-mos.

Bom, até dá vontade de entrar pela foto a dentro e sentir aquele "cheirinho" a rio típico no Verão, realmente, não é ser saudosista, porque no passado tambem havia imensas coisas piores, mas imagens como esta, que respiram saude ambiental por todos os lados, já não são possíveis nos dias de hoje, é que alem dos miudos a "curtirem" o Rio, vê-se lá mais para trás a senhoras a lavar roupa, bons tempos!!
Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Imagem muito semelhante à que foi anteriormente publicada, mas menos antiga, e o primeiro pormenor que chama à atenção é o tal muro resultante das obras de aterro a que o Tâmega foi submetido em 1936. Mais um belo postal da tal colecção em sépia.

Embora os flavienses mais novos não se recordem, mas durantes várias decadas o Pelourinho teve a companhia de um pequeno jardim, mas a partir do final dos anos 60 começou a contagem decrescente do espaço verde, para nos anos 70 acabar com o resto, então começou a moda das "pedreiras", moda essa que teve continuidade até aos dias de hoje, a "Freiras" são um exemplo disso.
Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Foi esta a equipa que o Desportivo apresentou para mais uma tentativa (frustrada) de ascensão á II Divisão Nacional, foi assim durante toda a decada de 60, eram sempre candidatos à subida, mas ficavam sempre á porta, só na epoca de 1972-73 é que se conseguiu tal objectivo. Este plantel era praticamente prata da casa, inclusive o treinador, porque as dificuldades eram muitas. Mais uma foto extraida do livro: "RECORDANDO PARA FAZER HISTÓRIA" de António Saldanha e Álvaro Coutinho.