Conjunto "Aquae Flavie", 1975.
28.11.06 | Fer.Ribeiro
Quando se fala do Jardim Público, vêm logo à baila os vários conjuntos flavienses que por lá actuaram, são parte integrante da "belle epoque" do emblemático jardim. Esta foto, por acaso até nem é no dito espaço verde, mas o jovem que aqui vemos, é nada mais nada menos que o Rui Carvalho, o "teclas" do grupo, um flaviense há muitos anos radicado no Brasil. Fotografia gentilmente cedida por Rui Carvalho.
Estavamos no ano da Revolução dos Cravos quando esta rapaziada representava a equipa de juniores do Desportivo, vejo muitas caras conhecidas, mas apenas consigo identificar os "manos" Madureira, Betinho e o treinador "Tero" Bandeira, velha glória do Clube e já falecido. Mais uma foto extraída do livro " RECORDANDO PARA FAZER HISTÓRIA" de António Saldanha e Alvaro Coutinho.
Esta foto, não só pelo saudoso pequeno grande jardim, mas tambem pelas cadeiras que se vêm da tambem saudosa esplanada, provoca um ataque de nostalgia até ao mais insensível. Felizmente são muitas as fotos deste local que os fotografos amdores, profissionais, anónimos, famosos, nos presenteiam com estas belas imagens. Foto de Dinis Ponteira.
Tirada a partir do Castelo, esta bela foto mostra-nos o Jardim do Tabolado antes de ser barbaramente agredido, é visível tambem a sua então vizinha Garagem Moderna, enfim, uma imagem já com mais de três (3) decadas onde as diferenças em relação à actualidade já são bem notórias.
Depois de assentar na II Divisão Nacional, o Desportivo começou a morder os calcanhares aos lugares cimeiros, porque embora nesta epoca aqui retratada não havia ainda o discurso da subida à I Divisão, de qualquer maneira, essa meta foi atingida cinco (5) anos mais tarde. Este plantel contava com bastantes jogadores da casa como: Zé Albano, Areias, Duque I, Duque II, Quim, e Malaias.
À primeira vista, olhamos para actual visual da Rua Sol e até nos dá impressão de que não mudou muito, mas depois de vermos esta imagem já com trinta e seis (36) anos é que se notam as diferenças, e bastantes, a começar pelo pavimento, e penso que todas estas casas de primeiro andar já foram demolidas.
No ano de 1958, e na sequência de um Inverno com indices de pluviosidade muito elevados, as muralhas (Medieval e Seicentista) ruiram em alguns pontos da cidade, no Postigo, Rua do Poço, Postigo das Manas/Correio Velho e no Picadeiro ( mesmo ao lado dos BVSP). Penso que o primeiro troço a ser restaurado foi este que vemos na imagem, que era o que representava maior perigo, restauros esses que prolongaram pela decada de 60.
Até ao início dos anos 70, ainda era possível ver esta imagem, altura em que se devolveu ao Forte de S. Francisco toda sua traça original exterior, estas casas, eram construções muito rudimentares e sem qualquer interesse arquitectónico. Para alguns flavienses mais velhos, e não serão poucos, esta imagem está associada ao "Maracanã" da Lapa, dado era obrigatório passar por aqui.
Ao fim de 12 anos na III divisão, finalmente a desejada subida, mas com um precalço mesmo no final da epoca, o famoso "Caso Lourosa", então, a FPF, para calar as duas partes, fez aqueles famosos alargamentos, e até o Aves que era o 3º tambem subiu. Com um plantel maioritariamente composto por prata da casa: Duque(g.r.), Melo, Albino, Eduardo, Malano, Betinho, Rela, Mário, Óscar, Rendeiro, Cruz, Ilidio, Luis, José Albano e Zé Fernanda, mais os "forasteiros" Roma e Jorge(g.r.), o treinador que iniciou a temporada, era tambem da casa, Alberto Lisboa, mas quem a terminou foi o "Oliveirinha", um regresso três anos depois. Mais uma foto extraída do livro "RECORDANDO PARA FAZER HISTÓRIA", de António Saldanha e Álvaro Coutinho.