Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Feira dos Santos, 1952.

 

Uma bela e rara fotografia da já provavelmente centenária Feira dos Santos, tendo como primeiro plano o Monumento aos Mortos na I Guerra Mundial e o Carrossel, lá mais atrás, ainda que mal se veja, estavam os "carrinhos de choque", ainda não existia aqui o Jardim Escola João de Deus. Mas voltando à Feira dos Santos propriamente dita, que segundo dizem alguns flavienses residentes, perdeu um pouco o encanto de outrora, embora outros afirmem que está viva e bem viva, bom, opiniões à parte, deliciem-se com esta bela fotografia da Colecção Particular do Dr. Reis Morais, gentilmente cedida ao "ChavesAntiga" para publicação.

publicado por hpserra às 09:14
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

António Granjo

 

António Granjo (1881-1921) foi um flaviense cujo republicanismo  se manifestou ainda antes da implantação da República. Durante a incursão de 8 de Julho de 1912 integrou a força de voluntários civis que defendeu a vila do avanço dos "paivantes" ou "trauliteiros", como eram popularmente conhecidos os monárquicos . No decorrer da I Grande Guerra ofereceu-se como voluntário para a frente de batalha. Sobre essa experiência, anotou:

 

   "Parti de Chaves, com o 1.º Batalhão de infantaria 19, na noite de 20 para 21 de maio de 1917, com destino a Lisboa, onde embarquei, em direcção a Brest, no dia 27 do mesmo mês." (António Granjo, A Grande Aventura, c. 1918, p. 5)

 

   Depois da guerra, defendeu denodadamente o regime republicano durante a crise da Monarquia do Norte, em Janeiro e Fevereiro de 1919. Em Julho de 1920 foi indigitado, pela primeira vez, como presidente do ministério. Aludindo à fragilidade dos ministérios da época, O Século Cómico (2 de agosto de 1920), dedicou-lhe a caricatura e os versos que se reproduzem abaixo. António Granjo acabou por ser barbaramente assassinado durante a "Noite Sangrenta", a 19 de Outubro de 1921, quando presidia pela segunda vez ao ministério.

 

 

 

publicado por blogdaruanove às 23:17
link | comentar | favorito
Domingo, 8 de Julho de 2007

Episódios da Incursão Monárquica de 1912

 

   D. João de Almeida (datas desconhecidas) foi o prisioneiro monárquico mais ilustre dos combates de 8 de Julho de 1912. A sua detenção ocorreu de forma inusitada, quando se dirigia sózinho de Outeiro Seco para Chaves.  

   O livro O Ataque a Chaves, de Joaquim Leitão (1875-1956), foi publicado em 1916 e uma das passagens da narrativa menciona o seguinte episódio:

 

   "E a marcha continuou já bem alumiada pelo dia claro. A Columna marchava affoita. Aquelle silencio religioso, que a madrugada favorece, fôra despedido pelo rumor da vida dos campos. De quando em quando, um laconico dialogo se travava entre dois homens da Columna. Havia praças que projectavam:

   – "Vamos almoçar a Chaves!"

   Um soldado do pelotão Braz, o "Ferrador" pediu-lhe logo ali licença para ir almoçar a Chaves, onde já estivera servindo em infantaria 19.

   – Pois, vae, e encommenda-me lá um beaf de cebolada, á portuguêsa, em casa da Marranica [ nota do autor: "Carcunda que tinha uma taverna de afamada cozinha."]  – acedeu o alferes Braz.

   O soldado prometeu, muito satisfeito:

   – Quando o meu alferes lá chegar, já o beaf ha-de estar prompto.

   – Pois a mim – disse o João Chamusca, soldado do pelotão Saturio – cheira-me a que vou ter um almoço d'aço!..."

 

D. João de Almeida escoltado por militares republicanos na vila de Chaves.

 

   Logo que em Chaves se conheceu o conteúdo deste livro, começou a circular pela vila uma anedota que perdurou durante algum tempo na tradição oral de várias famílias flavienses. Para explicar o insólito da captura passou a referir-se o dichote: "Pois, o D. João queria era ser o primeiro a comer o bife..."

   Este gracejo não passa disso mesmo e não tem obviamente qualquer fundamento histórico, uma vez que o episódio relatado por Joaquim Leitão se desenrolou na coluna de Paiva Couceiro, que se aproximava de Chaves por Soutelinho da Raia, enquanto D. João integrava a coluna que se aproximou de Chaves por Vila Verde da Raia e Outeiro Seco.

 

Danos do bombardeamento monárquico na fachada da antiga Tipografia Mesquita, no Largo do Anjo.

  

publicado por blogdaruanove às 23:37
link | comentar | favorito

Vila Verde da Raia, 8 de Julho de 1912

 

   A bandeira republicana a ser  novamente hasteada no posto aduaneiro de Vila Verde da Raia, cuja guarnição da Guarda Fiscal havia debandado perante a aproximação de uma coluna monárquica.

   O grosso das forças monárquicas era constituído pela coluna de Paiva Couceiro (1861-1944), que tinha bivacado a 7 de Julho na região de Soutelinho da Raia, de onde avançou para o espaldão da Carreira de Tiro.

   Existia contudo uma outra coluna, a do capitão  Mário de Sousa Dias (datas desconhecidas), que bivacara no mesmo dia junto a Feces de Abajo e entrou por Vila Verde da Raia e Outeiro Seco, em direcção a Chaves.

   Pelas 16H00 já os elementos sobreviventes da coluna de Paiva Couceiro se haviam refugiado no pinhal da Cocanha, na margem direita do Tâmega, para proteger a retirada.

   Note-se a projecção das sombras, que indicia ter este hasteamento ocorrido ao início da tarde. 

  

publicado por blogdaruanove às 00:24
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Sábado, 7 de Julho de 2007

Anuário de Chaves

 

Entre as várias publicações periódicas que surgiram em Chaves durante  século XX, o Anuário de Chaves merece destaque particular. Publicação de que apenas se conhecem seis números (registo coincidente com o depósito legal na BNL), foi editada entre 1950 e 1955. A capa do número 3 (correspondente ao ano de 1952) apresenta já a Ponte Nova, num desenho da autoria de A. Palmeira que perdurou até ao último número.

 

 

O anuário era da autoria de Carlos Palmeira (1893-1960) e tinha a direcção técnica de António Manuel Pereira (1921-2000). Contou com vários colaboradores que durante décadas marcaram a cultura flaviense, embora muitos deles tenham hoje caído no esquecimento –  Artur Maria Afonso (1882-1961), Maria de Montalvão Cunha (1907-2000), Pe. Adolfo de Magalhães (datas desconhecidas), Alípio de Oliveira (datas desconhecidas) e João da Ribeira (pseudónimo do Pe. João Vaz de Amorim, 1880-1962).

 

publicado por blogdaruanove às 00:18
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Planta da Praça de Chaves - 1753 - Pormenor

 

.

 

A pedido de um velho amigo deste blog aqui ficam as muralhas ampliadas (só margem direita do rio). Quanto à legenda, continua a ser a do post anterior.

publicado por Fer.Ribeiro às 02:01
link | comentar | ver comentários (6) | favorito
Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Planta da Praça de Chaves - 1753

 

.

 

Reparem só no título desta gravura datada de 1753:
 
PLANTA DA PRAÇA DE CHAVES,  
CAPITAL DA PROVINCIA DE TRAS-OS-MONTES
 
Capital da província de Trás-os-Montes!
 
Claro que quando se escreve uma coisa destas o orgulho flaviense engrandece e a tristeza aumenta, ou por outras palavras e em jeito de quem não sabe: Porque Chaves, hoje em dia, está longe da importância histórica que sempre teve!?
 
A questão fica no ar. Entretanto e para melhor leitura, fica também a imagem ampliada da legenda para se ficar a saber também o nome das “coisas” e melhor compreendermos aquelas que foram as muralhas da capital de Trás-os-Montes.
.
publicado por Fer.Ribeiro às 01:04
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

...

 

.

 

Pelo Chaves Antiga já têm passado muitas bandas de Chaves e até já se tinha falado dos Tigres, mas faltava a imagem. Pois aqui temos os Tigres em plena actuação e curioso chegou-nos pela mão do filho de um Castor (ao qual desde já agradecemos) que também é Tigre.
 
Quanto à data da foto e além de um elemento já identificado, pouco mais sabemos.
publicado por Fer.Ribeiro às 02:55
link | comentar | ver comentários (9) | favorito
Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Jardim Público - Nevão de Janeiro de 1940

 

.

 

Com imagens tão belas como esta, as palavras só atrapalham.
 
 
 
Nota do Blog Chaves Antiga
 
Quando iniciámos este blog, foi com a intenção de trazer aqui o passado de Chaves, em imagem, em história e em estórias. Não quisemos fazer um blog pessoal, mas antes aberto à participação e com a contribuição de todos os flavienses, e assim tem acontecido, não tanto como desejávamos, mas já são muitos os flavienses que nos dispensam as suas fotografias para publicação. Um bem haja para todos eles .
 
Nasceu para ser um blog aberto à participação nos comentários, onde todos poderiam dar a sua opinião, complementar os nossos post’s e muitas vezes até corrigir-nos de alguns “pecados” que por aqui cometemos. No entanto há também que utilize os comentários para outros fins ignorando mesmo o post publicado e o próprio blog e isso não o podemos permitir.
 
Assim,  lamentámos e, sem querer ser censuradores,  a partir de hoje só serão permitidos comentários que tenham a ver directamente com o post publicado ou que sejam do interesse do Chaves Antiga, pelo que, todos os comentários passarão a ser moderados.
 
Pedimos desde já desculpa aos nossos estimados visitantes e comentadores habituais, que poderão continuar a faze-lo, com a única diferença de que os mesmo não terão publicação imediata.
 
Mais uma vez lamentamos e esperamos que compreendam a nossa atitude.
 
Obrigado a todos!
publicado por Fer.Ribeiro às 01:33
link | comentar | ver comentários (3) | favorito

.Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. Anuário de Chaves, n.º 3...

. Anuário de Chaves, N.º 2 ...

. Chaves e a Crise de 1383/...

. Chaves e a crise de 1383/...

. Liceu Nacional Fernão de ...

. De “Almanaque de Chaves” ...

. A 2.ª publicação do “Alma...

. O Almanaque de “O Comérci...

. O Almanaque de Chaves, de...

. Tratado de Limites de Lis...

.arquivos

. Dezembro 2019

. Novembro 2018

. Maio 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Maio 2017

. Abril 2016

. Janeiro 2016

. Abril 2015

. Fevereiro 2015

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Outubro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Setembro 2012

. Maio 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

.tags

. todas as tags

.Links

.Crative Commons

Creative Commons License
Este Blogue e o seu conteúdo estão licenciados sob uma Licença Creative Commons.

.Olhares on-line

online

.pesquisar

 
blogs SAPO

.subscrever feeds