Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017

Liceu Nacional Fernão de Magalhãis

Cha-historias

 

Chaves História’s - é o nome desta nova crónica porque é isso mesmo, histórias feitas com a História de Chaves. Não pretendemos fazer História, mas apenas trazer aqui algumas palavras que vamos encontrando por aí nas publicações existentes, mais ou menos antigas. Não pretendemos fazer História,  mas, talvez, contribuir para a sua divulgação, isso sim, trazendo aqui alguns pedaços da História flaviense da qual ainda existem alguns testemunhos físicos no casco antigo da cidade, e alguns acontecimentos da História em que nela intervieram alguns atores que, ainda hoje, têm familiares flavienses. Resumindo vamos trazer aqui um pouco da História flaviense para melhor ficarmos a conhecer a nossa própria História.

 

 Iniciamos hoje com a História do nosso Liceu, ainda sem estar no atual edifício. O texto é reproduzido conforme foi escrito na altura, ou seja no ano de 1937 com o português oficial da época, já muito parecido com o atual, à exceção de alguns acentos que hoje já não se usam  e do “Magalhãis”

 

O Liceu Fernão de Magalhãis

 

gab-fisica.JPG

 

Por decreto de 3 de Setembro de 1903 foi criado o «Liceu Nacional de Chaves» que, embora sustentado pelo Município local, devia regular-se em tudo pela legislação respeitante aos demais liceus nacionais do país. Deve-se a criação do Liceu aos esforços e à boa-vontade da Câmara Municipal da presidência do Dr. Miguel Máximo da Cunha Monteiro, cujo nome ficou assim ligado a um dos maiores melhoramentos conseguidos para Chaves.

 

Em Setembro ou Outubro daquêle ano, nomeou o Govêrno para o lugar de reitor do Liceu de Chaves o professor efectivo do Liceu Central de Castelo Branco, José Barros Nunes de Lima Nobre, com o encargo de instalar o novo estabelecimento de ensino. A Câmara cedeu, para êsse efeito, na Rua do Pôço, um edifício mais que modesto, o qual poucos anos depois teve de ser abandonado por não poder conter a população liceal. Tinha a casa péssimas condições pedagógicas.

 

ca (938).jpg

Chaves - Rua do Poço - O primeiro Liceu na «Casa do Passadiço»

 

A inauguração solene do Liceu fêz-se em 5 de Outubro de 1903, e as aulas começaram a funcionar com três professores, um contínuo e 60 alunos (13 raparigas e 47 rapazes), todos da I.ª classe, no dia 8 imediato.

 

O Regulamento de Instrução Secundária de 12 de Setembro de 1918, mandava passar para a administração do Estado os liceus nacionais sustentados total ou parcialmente por corpos administrativos. Não se deu, porém, cumprimento imediato a esta determinação, e o Liceu Nacional de Chaves continuou financeiramente sujeito à administração do Município, até que, em 6 de Março de 1919, por fôrça do decreto n.º 5.204, passou a ser sustentado inteiramente pelo Estado. Já nessa altura usava o nome, que pouco antes lhe tinha sido atribuído, de «Liceu Nacional de Fernão de Magalhãis».

 

Entretanto, quando a «Casa do Passadiço» foi insuficiente para recolher tôda a população liceal, a poucos anos da criação do Liceu, a Câmara vira-se obrigada a procurar prédio mais amplo e mais higiénico, para satisfazer os interêsses do ensino. Encontrava-se então vago, no Largo do Anjo, o antigo solar Casa de Santa Catarina, dos Chaves Morais Castros Pimenteis, que havia sido comprado, para servir de Colégio-internato, pelos irmãos P.e José e P.e Joaquim Fontoura. Um pouco antes ou um pouco depois da fundação do Liceu, êste Colégio de D. Joaquim (onde foi professor o actual Chefe de Estado) fechou as suas portas; e, logo após, o prédio passou a ser propriedade do Banco de Chaves, e, depois, do Município, sendo nêle instalado o Liceu.

 

liceu.JPG

 

Foi o reitor Carlos Alberto Lopes Moreira, ao mesmo tempo presidente da Comissão Administrativa da Câmara, quem acabou com as últimas servidões existentes no prédio. E mercê dos esforços começados a realizar por êste reitor e não terminados ainda, o Liceu dispõe hoje de instalações sofríveis, algumas boas, que tornam menos desconfortáveis, para professores e alunos, a vida escolar: estão organizados gabinetes e laboratórios, a biblioteca dispões de uma sala de leitura e de livros que vão sendo bastantes, para dar satisfação ao interêsse dos alunos e às necessidades do ensino, existe uma Cantina Escolar, instalaram-se vestiários para alunos e professores, e retretes em número bastante; com um subsídio solicitado à Câmara, fêz-se uma instalação de aquecimento central em todo o edifício, a qual vem funcionando satisfatòriamente desde há 5 anos; adquiriu-se material didático e mobiliário escolar, instalaram-se condignamente os serviços administrativos e introduziram-se no edifício tantos melhoramentos materiais que quási o não reconhece quem o não visita há 10 anos.  

 

Com tudo isto, o Liceu continua, porém, sendo um dos piores do país, porque lhe falta o espaço e a casa não permite que se faça uma adaptação satisfatória. A solução só pode ser dada pela Junta Administrativa das Construções para o Ensino Técnico Secundário, entidade a quem compete a construção dos novos edifícios liceais.

 

1600-(47763)

 Atual Liceu (Escola Secundária Fernão de Magalhães) no Largo das Freiras

 

Têm dirigido o Liceu de Chaves, desde 1903, os seguintes reitores: - José Barros Nunes de Lima Nobre (1903-1905), Abílio Gomes de Morais Sarmento (1905-1906), Luiz Alves Pereira (1906-1907), António Albino Gomes Saraiva (1907-1909), Joaquim Fernandes Ferreira (1909-1910), João Eloy Nunes Cardoso Júnior (1910), José Mendes de Araújo (1910-1915), Gonçalo Augusto Álvares Pereira (1915-1917), Caetano Vasques Calafate (1917-1919), Domingos Alves Grandinho (1919-1922 e 1924-1925), Cândido Augusto de Melo (1922-1924), Berto Luiz Guerreiro (1925), Alexandre Fernandes da Costa Feijão (1925-1926), Carlos Alberto Lopes Moreira (1926-1931) e Aníbal Catarino Nunes (a partir de 1932).

 

                                                                                           Chaves, Agôsto de 1937                                                                     

                                                                                        ANÍBAL CATARINO NUNES                                                                  

                                                                                                   Reitor do Liceu                                                                           

 

Bibliografia:

“Portugal Económico Monumental e Artístico – Fascículo XXII – Concelho e cidade de Chaves”

onde,  no ante-rosto do livro, se pode ler: “Obra oficialmente recomendada pelo Conselho Nacional de Turismo e por êste alto organismo classificada de «interesse e útil para a expansão turística do país.»

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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Domingo, 28 de Julho de 2013

1972, demolição das últimas casas adossadas ao Forte de S. Francisco.

 

O Forte de S. Francisco, um belo exemplar arquitectónico do século XVII, esteve muito degradado, e no início da década de 1960 começaram as primeiras demolições das casas adossadas ao baluarte sudoeste e os primeiros trabalhos de restauro do baluarte sudeste junto à já desaparecida Quinta dos Machados, hoje Rua da Pedisqueira, no entanto, talvez por falta de apoio financeiro, as mesmas pararam. Uma década depois, em início de 1970's, nova fase das obras, demolição das últimas casas adossadas ao forte e restauro do baluarte sudoeste, mas só na década  de 1990 é que finalmente terminaram as obras de restauro, inclusive no seu interior, onde se encontra a Igreja de Nª Srª do Rosário.

publicado por hpserra às 11:28
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Quarta-feira, 20 de Março de 2013

Campo da Fonte, soqueiros.

 

 

 Com o avançar de novas tecnologias há profissões que entram em extinção ou cingem-se um número muito reduzido de artesãos que ainda vão resistindo, como é caso do latoeiro, albardeiro, ferrador, alfaiate...

Este belo postal da autoría do grande fotógrafo flaviense Alberto Alves, mostra-nos um tambem belo registo desta praticamente extinta arte do soqueiro, ou pauzeiro como diz no postal, e pelos visto, concentravam-se no Campo da Fonte, o que poderá não ser coincidência há poucas décadas atrás ainda existir um soqueiro aqui neste mesmo bairro. A concentração de certas profissões em determinado bairro ou rua deu origem a muitos topónimos que atualmente certas artérias exibem, o que não é caso do Campo da Fonte.

publicado por hpserra às 11:20
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Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Blog Chaves Antiga com equipa alargada

 

Sei que temos andado um bocadinho ausentes do Chaves Antiga, mas ainda não acabou nem poderia acabar, pois parte da história de Chaves também pode passar por aqui. É, e sempre foi nesse sentido que o Blog Chaves antiga, desde o  seu início, tem pedido a colaboração de todos e, a verdade seja dita, muitos têm colaborado,  mandando as suas imagens antigas de Chaves. Mas também para a feitura do Blog a colaboração é sempre bem vinda, podendo-se assim alargar os conteúdos do blog e enriquecê-lo com novas imagens, documentos e um pouco da história de Chaves.

 

Nesse sentido o blog Chaves Antiga a partir de hoje alarga a sua esquipa de colaboradores que, além de continuar a contar com a equipa inicial, vai passar a ter mais três ou quatro colaboradores. Para já, vão entrar na equipa o Artur Chaves, o António Chaves e o Rui Queirós.

 

Fiquem então atentos, o Chaves Antiga, sem nunca ter partido, está de volta.

 

F.R.



publicado por Fer.Ribeiro às 19:16
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Domingo, 9 de Setembro de 2012

Jardim do Tabolado, inicío de 1960's.

 

Ainda no seguimento do tema "espaços verdes", hoje vamos falar do Jardim do Tabolado. Este local foi durante décadas Feira do Gado e Matadouro**, no início da década de 1960 é que foi inaugurado o jardim, talvez em 1962. O matadouro foi retirado daqui em finais de 1930's\inícios de 1940's para um edifício construido mesmo para o efeito junto ao bairro da Vázea, já nessa época se começava a ter consciência que um matadouro a céu aberto era um enorme atentado à saude pública, mais tarde, por volta do ano de 1960 foi vez de sair daqui a feira do gado, sendo transferida para onde se encontra mais ou menos o atual Mercado Municipal. Em poucos anos de existência este jardim tornou-se um dos locais mais frequentados da cidade, sendo uma espécie de amor à primeira vista para os flavienses e fazendo concorrência ao já então velho Jardim Público, a sua decoração, simples mas bela, consistia essencialmente em bancos de madeira pintados de branco sempre ladeados por um bonito candeeiro em forma de cogumelo. No final da década de 1970\início de 1980's começa o declínio deste emblemático espaço por culpa exclusiva do então executivo camarário, foram cometidas as maiores barbaridades que arrasaram parcialmente o jardim; campos de tenis, piscina*, discoteca... e para ramalhete do disparate ficar completo até a Feira dos Santos aqui se realizou, na segunda metade do década de 1980 o Jardim do Tabolado era só pele e osso, a única coisa de jeito feita nessa altura foi prolongá-lo para o lado da antiga Garagem Moderna, ou seja, minimizar um pouco as asneiras anteriormente cometidas.

 

* A piscina devería ter sido construída onde se encontra o horroroso\monstruoso\inestético "mamarraxotel".

 

** Alem de matadouro e feira do gado, foi aqui que realizaram tambem os primeiros jogos de futebol, isto na década de 1910 e parte da de 1920, as balizas eram amovíveis, após os jogos eram retiradas.

publicado por hpserra às 08:27
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Sábado, 8 de Setembro de 2012

Praça da República, 1952.

 

No seguimento do tema que tem voltado aqui à blogosfera flaviense e redes socias, que é a transformação de outrora lindos espaços verdes em pelados\empedrados, hoje vamos falar da Praça da República paredes meias com a sua vizinha Praça de Camões. Como tivemos oportunidade de dizer no anterior artigo, não se trata de bota-abaixismo gratuito, porque imagens como esta não nos deixam qualquer dúvida, este pequeno e belo espaço verde era constituido essencialmente por quatro (4) 1\4 de círculo arrelvados e com cerca de uma dúzia de árvores de médio porte e de folha caduca que simetricamente estavam colocadas á volta da praça, atualmente é só pedra, em tardes tórridas de Verão é insuportável permanecer aqui.

publicado por hpserra às 11:18
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

Praça de Camões, década de 1960.

 

Caros flavienses: Por mais boa vontade que haja em não querer falar mal de quem tem dirigido os destinos da nossa cidade, somos obrigados a faze-lo, e isto não é nenhum bota-abaixismo gratuito, porque provas é coisa que não nos falta através de fotografias como esta, são vários os locais do centro histórico que passaram de verdejantes a pelados\empedrados. Repare-se na beleza de outrora da Praça de Camões, em dias tórridos de Verão até apetecía permanecer por aqui tantas eram as sombras, em particular o velho e saudoso olmo\negrilho, nos dias de hoje não resta nem uma árvore das que aqui vemos.

 

publicado por hpserra às 17:47
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Túmulo do I Duque de Bragança, Igreja Nª Sra. Rosário, Forte de S. Francisco.

 

 

 

Alentejano de nascença, natural de Veiros, Estremoz, e filho bastardo de rei D. João I Mestre de Aviz, D. Afonso I Duque de Bragança fixou residência em Chaves onde viría a falecer em 1461 com 84 anos de idade, os seus restos mortais permaneceram na Igreja N.ª Sra. do Rosário no Forte de S.Francisco até 1942. Nesta época, década de 1940, o Forte de S. Francisco encontrava-se muito degradado em particular esta Igreja que chegou inclusive a equacionar-se a sua demolição, foi esta a razão a que levou a que se transladasse o túmulo para o Convento dos Agostinhos em Vila Viçosa, o Panteão dos Duques de Bragança, isto apesar das várias vozes discordantes em Chaves, considerado um flaviense de adoção.

 

* A foto de baixo é atual, serve para identificar o local no interior da igreja e comparar com o postal antigo.

publicado por hpserra às 18:07
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

No interior do velho e saudoso "Texas", década de 1970.

 

De vez em quando, o "ChavesAntiga" vai ao bau à procura de qualquer coisa para publicar, e depara-se com belas e únicas relíquias como esta, no interior do velho e saudoso "Texas", como nós transmontanos carinhosamente o tratava-mos. Aqueles duros e desconfortávies bancos para uma penosa viagem Régua-Chaves que durava mais de quatro (4) horas, era coisa muito pouco agradável, só que todo esse desconforto era compensado (e de que maneira!!) pela invulgar e deslumbrante beleza que era e ainda é a paisagem ao longo de quase todo o seu percurso, passar no meio de vinhas, olivais, pinhais...

publicado por hpserra às 12:08
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Equipa de voleibol da Escola Com. Ind. Chaves, segunda metade de 1960's.

 

Estavamos na segunda metade da década de 1960, as instalações para prática de desporto eram muito precárias, limitavam-se aos ginásios da então Escola Comercial e  Industrial (atual Dr. Júlio Martins) e do Liceu Fernão de Magalhães (atual Escola Secundária com o mesmo nome), e depois havia ainda  tambem os campos exteriores de ambos estabelecimentos de ensino que eram os mais usados para as práticas de voleibol, andebol e basquetebol, o da Esc. Com. Ind., na lógica de hoje sería impróprio, alcatroado e com bastante gravilha, o que em caso de uma ida ao tapete, vulgo queda, provocava lesões, e algumas vezes de certa gravidade aos praticantes, e havia ainda tambem o exterior, chamemos-lhe assim,  do Liceu (foto), que tinha um pavimento melhor (ou menos mau), era acimentado e com alguns degraus de bancadas nos lados poente e sul, o que tornava este local naquela época o mais apetecível para os bem acalorados "derbies" escolares flavienses, Escola versus Liceu. Na foto vemos então equipa de voleibol da Esc. Com. Ind., o equipamento era azul e branco, à Lázio de Roma. Quanto à identificação dos craques, o "ChavesAntiga" deixa isso para os vistantes, porque alguns deles são bem populares no burgo flaviense.

 

Foto gentilmente cedida por Albano Nascimento.

publicado por hpserra às 08:19
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012

"Garagem Central", finais de 1940's.

 

Esta rara fotografia reporta-se ao final da década de 1940, era então "Garagem Central" em construção, o proprietário era um senhor chamado Pereira da Silva, era uma oficina de recolha e reparação de automóveis. No início dos anos de 1950, a Auto Viação do Tâmega, Lda., compra estas instalações, dado que as que já ocupava, na Rua de Santo António, estavam a tornar-se exíguas perante crescimento da transportadora flaviense que aqui se manteve até à segunda metade da década de 1980, instalando-se na sua atual localização, no Largo da Estação. Esta já quase septuagenária empresa, foi fundada em 1944 por Teodoro de Freitas e Alberto Augusto Antas, sendo o primeiro destes dois (2) sócios o grande cérebro desta transportadora, esteve à frente dos seus destinos até 1976.

 

Autor da foto: FOTO ALVES

publicado por hpserra às 10:19
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Linha do Corgo, 1906-1921.

 

Estas dois (2) belos registos fotográficos estão separados por catorze (14) anos, 1907-1921, a chegada do comboio à Régua, foto 1, em 1907, e a Chaves, foto 2, em 1921.  A Linha do Corgo foi feita em várias fases ou troços devido à então desfavorável conjuntura económica e social, a Revolução Republicana (1910) e os anos de muito convulsão que se lhes seguiram até 1926. Esta linha de caminho de ferro foi extrema importância para a época, foi uma grande vitória contra o isolamento, porque, vias de comunicação era coisa que praticamente não existia, limitava-se  apenas a penosos caminhos de terra batida ainda maioritariamente percorridos por diligências, automóvel era uma espécie ainda muito rara, o percurso de comboio entre a Régua e Chaves por caminho de ferro demorava  "apenas"   quatro (4) horas, o que para a época era já um grande progresso. Para terminar repare-se num pormenor na foto 2 em Chaves, ainda não existia o edifício da Estação.

 

Fonte: Foto 1, www.monumentos.pt

 

Fonte: Foto 2, FOTO ALVES

 

 

 

 

 

 

publicado por hpserra às 13:22
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Domingo, 9 de Outubro de 2011

Largo do Arrabalde, década de 1940.

 

Era este o aspeto do Arrabalde há cerca de sete (7) décadas atrás, tendo como referência aqueles três (3) edifícios à esquerda que ainda hoje lá se encontram. A atividade principal da cidade era desenvolvida quase toda por aqui devido à localização do Mercado Municipal que aqui permaneceu até 1950, sendo deslocado para bem próximo daqui, outro pormenor muito curioso é o primitivo Quiosque com a sua forma sextavada.

publicado por hpserra às 21:07
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Antigo Parque de Campismo, década de 1970.

 

Apesar de ser um pouco exíguo, este antigo Parque de Campismo de S. Roque era bastante bonito e acolhedor, com imensas árvores de folha caduca, sendo a maioría  delas composta plátanos e salgueiros-chorão, nos dias quentes de Verão as suas sombras densas e muito frescas formavam uma autêntica estufa, isto aleado à boa saude que o Tâmega então gozava, inclusive existia aqui mesmo em frente uma prancha flutuante para os campistas, os não campistas usavam-na "clandestinamente". Com passar dos anos, este espaço começou a ficar obsoleto e mesmo degradado, acabando por ser removido e dar lugar a outro espaço verde, passando o Parque de Campismo para a Quinta do Rebentão em Vila Nova da Veiga, freguesia de S. Pedro de Agostém.

publicado por hpserra às 11:15
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Domingo, 11 de Setembro de 2011

Rio Tâmega, década de 1970.

 

Um belo postal do ínício da década de 1970  com a frota do "mestre Redes" em primeiro plano,  tería seguramente que haver um mínimo de um metro de água de altura para os barcos poderem circular, isto em pleno Verão. As bárbaras agressões de que o Tâmega foi vítima na década de 1980, em particular as enormes crateras deixadas pela extração de areias feriram quase de morte o rio, nos dias de hoje, esta altura de água junto à Ponte Romana só é possível com a ajuda do espelho de água, fechando uma das comportas logo a seguir às Poldras, era tudo ao natural, até a pesca era, a não desportiva que não dizimava espécies nativas.

publicado por hpserra às 07:47
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